Muitas grandes Empresas de Tecnologia preferem forçar os funcionários à resolverem as questões de assédio sexual em arbitragem privada, bem longe das especulações da mídia, com o intuito de banalizar os custos que geram esses assuntos. Há uma politica que "constrange" aqueles que tornaram-se vítimas desses comportamentos predatórios, o que calou principalmente mulheres que vivenciaram diversas experiências de abuso sexual.

Porém isso vem mudando ao longo dos anos, quando pequenas startups se tornaram os grandes polos envolvendo o mercado da Tecnologia dos dias de hoje. A revolta e o ativismo de funcionários por todo o mundo fez algumas empresas desse ramo repensarem suas ideologias e políticas em relação ao abuso de funcionários em exercício de trabalho, mas não por livre e espontânea vontade. A Google por exemplo posicionou-se apenas depois da manifestação de funcionários que entraram em greve.

O ativismo teve início principalmente depois do caso Caldbeck, onde empreendedoras mulheres foram assediadas por Justin Caldbeck da Binary Capital (startup de capital de risco) e delataram os abusos. O movimento ativista sugere uma mudança cultural no Vale do Silício.

A Airbnb, empresa que oferece serviços de reserva para hotelaria e hospedagem, disse ao BuzzFeed que, depois de conversa com funcionários e com especialistas externos, compremeteu-se a não exigir mais o uso de arbitragem para casos de assédio sexual.

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Já o eBay, empresa do ramo comercial online, disse o seguinte: "O eBay tem grande orgulho em promover uma cultura inclusiva que permita aos funcionários se sentirem confortáveis e encorajados a relatar quaisquer problemas no local de trabalho."

E até a Apple se pôs à frente dizendo que nunca arbitrou nenhum caso de assédio sexual ou discriminação e que sua politica foi revisada neste mesmo ano, retirando a clausula da arbitragem.

Esse problema não é centralizado em um único local, já que pessoas no mundo inteiro relatam casos de abuso. No Brasil uma pesquisa feita no ano de 2012 pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) aponta que 52% das mulheres entrevistadas sofreram ou sofrem diariamente com o abuso sexual no trabalho. Outra pesquisa de 2015 de nome #Meninapodetudo: Machismo e violência contra a mulher, da ONG Énois Inteligência Jovem em parceria com os Institutos Vladimir Herzog e Patrícia Galvão, aponta que 77% das mulheres Brasileiras entrevistadas sofreram assédio sexual de alguma forma.

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