Bolsonaro, apesar de mais de vinte anos de experiência dentro do Congresso, demonstra falta de sensibilidade para com as engrenagens do Governo. Sua tendência ao reacionarismo o faz, de fato, reagir contra deputados e senadores, se não diretamente, ao menos em não concedê-los uma fatia do poder.

O presidente do senado, Eunício Oliveira (MDB – CE), resolveu apresentar aos seus colegas a proposta chamada pela população brasileira de “pauta-bomba”, onde o salário dos ministros do STF sofreria um aumento, acréscimo este que não era aprovado desde a alguns anos.

A decisão fora apontada como a possível causadora de um efeito cascata. O aumento, desta forma, não aconteceria apenas na mais alta instância judiciária, mas influenciaria a câmara dos deputados e todos os demais agentes políticos em esferas inferiores.

Muitos dentre a população brasileira, principalmente no que tange às redes sociais, acreditam que tudo não passa de um jogo de “toma lá dá cá”, onde senadores e alguns deputados, vide Renan Calheiros (MDB), estariam apenas “garantindo” os bons olhos do STF para com eles.

Outros acreditam em algum “complô” a fim de prejudicar o novo governo que começa a vigorar em 2019, e a fala de Eunício Oliveira em relação a Paulo Guedes (resposta ao fato do futuro ministro ter falado em dar uma prensa no congresso) só fez aumentar tais desconfianças: “ou se expressou mal ou não sabe como funciona o Congresso”, sorriu Eunício ao concluir em declaração para o Globo.

Dicotomia em relação ao Oriente Médio

Além de tais problemas internos, ainda temos a questão da embaixada em Tel Aviv que talvez seja transferida para Jerusalém.

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Jair Bolsonaro Governo

Os jornalistas da Jovem Pan, em especial Felipe Moura dos Pingos nos Is, alertaram quanto a dois modos de se ver tal assunto, um de cunho moral e outro de cunho econômico. Sendo Israel uma das únicas democracias do Oriente Médio, recebendo em seu seio árabes, ocidentais e pessoas das mais diversas orientações, seria mais do que justo, segundo o Jovem Pan News, reconhecer seus bons aspectos ao levar em conta a vontade dos israelenses quanto à sua capital.

Contudo, se Bolsonaro levar em conta o pragmatismo, o mesmo demonstra saber o que pode perder com tal mudança de embaixada, afinal, o Brasil é grande negociante para com os países árabes, exportando carne e importando diversas commodities, garantindo superávit econômico nesse sentido. Esse é um jogo de xadrez onde um simples mover de peça pode colocar todo o povo em “Check”.

Eunício Oliveira, o STF e o próprio mundo árabe estão, aos poucos, ensinando Bolsonaro a como fazer política.

Se esse jogo dos tronos será mantido como sempre se manteve ou se será substituído por outro, ainda não se sabe, mas com certeza confrontos acontecerão e muitas cabeças serão “cortadas fora”, já dizia a Rainha de Copas.

Os meandros do poder seriam como o Um-Anel da obra Senhor dos Anéis. Todos querem dominá-lo, mas quantos sobreviverão a ele? Sutilmente o poder se impõe, infectando e fazendo todos girarem conforme a vontade de suas engrenagens.

Para mais informações, Eunício diz que não está preocupado com o que Bolsonaro quer ou não e senado e Guedes não se entendem.

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