O presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu agradar a Itália ao tentar mandar de volta ao país Cesare Battisti. O homem, que foi condenado no país europeu, está exilado no Brasil devido à decisão proferida na época do Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A jornalista Eliane Cantanhêde, colunista do Estadão, disse que a saída do PT do poder pode mudar os rumos de Battisti. Na política externa, conforme diversas manifestações sobre o futuro governo Jair Bolsonaro, segundo a colunista, o presidente eleito poderá tirar da manga e virar o jogo com a extradição de Battisti, condenado por crimes de assassinato na Itália.

A ideia da extradição mostra agrado na Itália e também em toda a Europa. Além do mais, Bolsonaro terá ao seu lado o apoio de seu eleitorado em que maioria das pessoas são consideradas conservadoras.

Apoio e aceitação do Supremo

O governo de Michel Temer já sinalizou apoio para a extradição do italiano. Além do mais, os Ministérios da Justiça e de Relações Exteriores também compactuam com a ideia. O único impedimento pode vir por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão pode demorar a vir, pois não tem o consenso do plenário.

Durante o governo de Lula, o ministério da Justiça e o Itamaraty foram em apoio a extradição de Battisti. No entanto, o ministro do PT, Tarso Genro, desconsiderou o posicionamento do Itamaraty e convenceu Lula a tornar Battisti um prisioneiro político.

Com isso, a Itália mobilizou-se na Justiça contra o governo e o Brasil abriu cenário para um debate nacional que foi parar no Supremo.

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Polícia Jair Bolsonaro

Com os ministros da Corte, a decisão foi extraditar Battisti com um porém: a decisão final deveria partir do ex-presidente Lula. O petista resolveu manter Battisti no Brasil.

Soberania nacional

Um dos argumentos que pode ser analisado pelos ministros da Corte a respeito de Battisti é de que a decisão de Lula representaria um "ato de soberania nacional". Então, pode haver um questionamento, segundo a colunista, de que por que não delegaria agora para Temer, até 31 de dezembro, ou para Bolsonaro a decisão final sobre o caso, da mesma forma que foi delegado para Lula?

Battisti foi condenado na Itália por quatro assassinatos na época em que integrava um movimento terrorista. O italiano está refugiado no Brasil desde 2004. Agora, Battisti é casado, virou pai e tem uma ocupação regular no Brasil.

Se Bolsonaro for firme em decisão, fará de tudo para mandar o refugiado para bem longe do país.

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