As cidades são uma das grandes criações do ser humano, elas o fizeram mais rico, ecológico, saudável e feliz. Com o passar do tempo, os centros urbanos se converteram em sinônimo de prosperidade e de liberdade. O crescimento do urbanismo começou no século XIX com a revolução industrial. Desde então, o Mundo começou a viver um processo de constante urbanização e que não parece que vá diminuir. As estimações da ONU é de que até o ano de 2050, mais de 66% da população mundial viva em cidades.

Se estima que os 600 maiores centros urbanos do globo possuem 23% da população mundial e são responsáveis por 55% das atividades econômicas e em poucos anos essa cifra será de 60%. Entretanto um fenômeno que vem surgindo é o das megacidades, metrópoles com mais de 10 milhões de habitantes, elas já são mais de 40. Porém essas cidades vem crescendo em lugares não muito esperados, os país subdesenvolvidos.

Crescimento descontrolado

Nos países mais pobres, as megacidades vêm crescendo a um ritmo frenético, o que está causando altos níveis de contaminação, delinquência e um trafico caótico, o que transforma essas cidades em um caos gigantesco. Uma das cidade que mais cresceu foi Lagos, a mais importante da Nigéria, no ano de 1960 ela tinha apenas 180 mil habitantes, era apenas uma cidade costeira no estilo ocidental, rodeada de pequenas aldeias.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Governo Mundo

No ano de 2018 já se estima os 10 milhões de habitantes e não para de crescer.

Porém, diferente das megacidades em países desenvolvidos, como Tóquio, Seul ou Nova York, as cidades como Lagos sofrem com um péssimo sistema de transporte, cortes frequentes de luz, os sistemas de tratamento de esgoto, quando tem, são falhos, além de boa parte de sua população viver em favelas e zonas de miséria, ou seja, essas cidades causam dois tipos de problemas: um relacionado diretamente às infraestruturas e outro à problemas sociais e políticos

Recentemente, um estudo das Nações Unidas documentou uma infinidade de problemas relacionado ao tratamento de lixo em Manila, capital das Filipinas, uma das cidades que mais crescem no mundo.

Segundo este estudo, a quantidade de lixo que se acumula nas ruas e os problemas de inundação estão causando todos os tipos de infecções e contágios. Muitas dessas megacidades se encontram como as mais contaminadas do mundo.

Esperança de mudança

Apesar de que quanto maior o número de habitantes que uma cidade tem maior é sua infraestrutura e melhor são os seus serviços básicos como saúde, saneamento básico e educação, essa não é a realidade das cidades que mais crescem no mundo.

As cidades concentram pobreza, mas também podem ser uma esperança de sair dela. As cidades são um centro de conhecimento, de avanços tecnológicos, artísticos e o epicentro de novas ideias. Inclusive a nível político, as pessoas que vivem em centros urbanos tendem a ter uma visão mais aberta ao mundo, são mais tolerantes e receptivas a novas mudanças.

Em outras palavras, essa novas megacidades em países pobres tem dois possíveis futuros: Primeiro, que essa aglomeração de pessoas impulsione a economia local, crie novas formas de gerar riqueza, aumente as liberdades individuais e no fim tenham a capacidade de se desenvolverem e se comparem a cidades como Londres ou Nova York.

A segunda possibilidade é de que essas cidades continuem crescendo descontroladamente sem criar melhorias em sua infraestrutura e nesse caso a soma de pobreza com contaminação e violência poderia resultar em novos políticos radicais ou novas ondas de refugiados para países desenvolvidos.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo