Nesta quarta-feira, 21 de novembro, o comentarista do jornal O Estado de S. Paulo, José Nêumanne, falou sobre a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça. Segundo ele, é "tarde demais para Lula" ser julgado no Supremo, pois, o ministro Dias Toffoli não está mais na Segunda Turma e, com isso, a composição de ministros mudou.

Além do mais, Toffoli deu sinais de que vai contra os argumentos da defesa de Lula através de artigo publicado pelo El País, no qual enfatizou que a prisão de políticos e processo de impeachment ocorreram conforme a lei e a Constituição.

O colunista aponta que as chances de Lula conseguir liberdade neste momento não são as melhores. O petista foi preso no dia 7 de abril deste ano, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, desde então está tentando conseguir a liberdade.

Recentemente, a defesa de Lula protocolou questionamentos sobre o convite de Jair Bolsonaro para o juiz federal Sergio Moro. O presidente eleito convidou o juiz da Lava Jato para assumir o ministério da Justiça a partir do próximo ano.

Moro aceitou o convite e entrou na fase de transição do governo a partir do dia 19.

A defesa de Lula entrou com novo pedido de habeas corpus, justificando que a ida de Moro ao Ministério da Justiça sinaliza que o juiz agiu com parcialidade na condução do caso. Dessa forma, a defesa pede a soltura do ex-presidente e a anulação da condenação sobre o apartamento tríplex.

Todos os habeas corpus já impetrados pela defesa do ex-presidente foram negados na Justiça.

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Lava Jato Lula

Anteriormente, a defesa já argumentou a parcialidade de Moro e agora prezam o momento da decisão sobre o Ministério para protocolar mais um pedido na Justiça.

Julgamento de habeas corpus

Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo, pretende antes do fim do ano colocar o habeas corpus de Lula em julgamento na Corte. No entanto, pediu parecer da Procuradoria Geral da República sobre os argumentos apresentados pela defesa de Lula neste novo documento.

Lula é interrogado por Gabriela Hardt

Os processos da Lava Jato após Moro se afastar do cargo foram encaminhados para a magistrada Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba. O líder do PT começa a ser julgado sobre reformas no sítio em Atibaia. Lula nega todas as acusações e avalia ser vítima de uma perseguição política.

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