Como diria Sônia Abrão: a vida de Rafael Ilha renderia um bom livro e ela mesma fez o favor de escrevê-lo, intitulado “As pedras do meu caminho”. Leitura recomendável, esqueça seus preconceitos! O livro é diversão garantida e uma história de superação.

Rafael reinava absoluto nos comerciais dos anos 80. Um garoto carismático e magnético. O que poucos devem saber é que ele correu atrás de sua carreira artística sozinho, aos nove anos de idade.

Sua mãe, Sylvia (mãe solteira, Rafael foi criado pelo padrasto Luiz Felipe Ilha), conta que ele pegou a lista telefônica da Telesp e procurou as melhores agências de publicidade da época. Ele ligou e, por fim, foi contratado pela Agência Pritt, da saudosa tia Irany.

Comparecia sozinho nos testes. Aos nove anos já sabia andar sozinho por São Paulo, de ônibus e metrô, usando apenas um pequeno mapa feito por sua avó.

Gerenciava a própria carreira, negociava cachês e era excelente aluno. Aliás, Rafael tem 131 de QI, assim como Bill Gates. Era estudante exemplar no Colégio Objetivo de São Paulo e ainda jogava futebol, poderia ter se tornado um profissional, mas o Polegar veio e mudou tudo.

De tão precoce, fez sua primeira tatuagem aos nove anos idade. Era aquele garoto com personalidade forte e fazia o que bem entendia.

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A Fazenda

Sua mãe dizia que desde bebê era tão envolvente e esperto, sendo mimado e protegido por todos familiares, principalmente pela avó materna.

Ele cismou que Augusto Liberato, o Gugu, ia formar um segundo grupo musical (depois do Dominó) num momento que nem o apresentador ainda pretendia fazê-lo. Ele sabia que tinha que fazer parte do grupo. E essa passou a ser sua próxima obsessão e ambição. Espalhou aos quatro ventos que ia fazer parte do “segundo conjunto do Gugu”.

Tia Irany ligou para Gugu e comentou sobre Rafael e o indicou no caso de o apresentador formar um segundo grupo.

Tempo depois, Gugu, através de sua agência Promoart, procurava por rapazes adolescentes que cantassem e tocassem algum instrumento. Rafael compareceu nos testes e Gugu citou que o conhecia de algum lugar. Rafael fez questão de enfatizar que era o garoto propaganda da Neston. Gugu perguntou também se ele sabia tocar guitarra.

Sua resposta: “Eu aprendo rápido”. O resto é história! O grupo foi um grande sucesso. E com o sucesso, surgem os excessos! Dinheiro, muitas mulheres, drogas, competição e inveja.

Outra característica peculiar de Rafael: a preferência por mulheres mais velhas. E ele mesmo já mencionou que foi uma de suas namoradas mais velhas a responsável por apresentar a ele as drogas. Ele tinha apenas quinze anos de idade.

O garoto sempre responsável e pontual em seu trabalho começou a se atrasar, aparecer machucado, devido às quedas e convulsões provocadas pelas drogas. Sempre brincalhão e carismático, Rafael era o destaque do grupo. Alex era o mais talentoso musicalmente, cantava muito bem e realmente tocava seu instrumento. Há boatos de que havia certa rixa entre os dois pela liderança do grupo.

Alex, o talentoso e esforçado e Rafael, o brilho natural, a alegria, a alma do grupo. Quando começou a namorar a musa dos anos 90, Cristiana Oliveira (a Juma da novela Pantanal), passou a ter muito mais destaque que os outros. Foi um romance muito polêmico por causa da diferença de idade: Rafael 17 anos e Cristiana contava com 26.

O grupo Polegar era típico dos anos 80 e 90, despretensioso, copia e cola e deliciosamente cafona. A maioria das músicas eram versões do grupo mexicano Timbiriche (formado por Thalia, Paulina Rubio, o galã Eduardo Capetillo, Mariana Garza, entre outros), entre elas: Dá pra mim (Amame hasta con los dientes), Sou como sou (Soy como soy, interpretada por Paulina Rubio); Ando falando sozinho (Tu y yo somos uno mismo); Ela não liga pra mim (Soy un desastre); A qualquer hora (Si no es ahora, dueto cantado por Thalia e Diego Schoening).

O vício e as internações sucessivas culminaram com sua saída do grupo, embora divulguem que ele tenha se retirado para virar apresentador de TV. Na verdade, ele foi obrigado a se retirar. Já que as internações em clínicas na época pouco resultavam, Rafael não colaborava.

Ostracismo e drogas

Depois de uma sumida da mídia, ele ressurgiu da pior forma possível. Em 1998 foi preso pela primeira vez por assalto, para sustentar seu vício. Surgiram outras prisões depois: porte de droga, dirigir na contramão, formação de quadrilha, tentativa de sequestro, porte ilegal de arma. Ele contabiliza 33 internações em clínicas de reabilitação e psiquiátricas e nove overdoses. Chegou a dizer que fumava 70 pedras de crack por dia. Há também os surtos, convulsões frequentes, tentativas de suicídio e as crises de abstinência em que Rafael chegou a engolir uma caneta, um isqueiro e duas pilhas. O que lhe rendeu o infame apelido de “Rafael Pilha”.

Hoje ele está recuperado e livre das drogas. As marcas do vício são ainda evidentes, ele está muito envelhecido para sua idade. Sair do vício do crack é quase uma missão impossível. O próprio cita: “Eu não ligo de falar sobre dependência química, sou mais que vencedor. Ressuscitei”. É o nosso highlander brasileiro. Vê-lo no programa A Fazenda, confinado e vigiado 24 horas por dia, é a prova de que ele realmente está limpo. Seus esforços nas provas do programa mostram sua essência: ele é um lutador! Suas estratégias no programa são inteligentes. Ele começou cedo demais, brilhou cedo demais, sofreu demais, venceu o que muitos não conseguiriam. Que o brilho retorne! Que o cobiçado prêmio seja dele!

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