É inegável que em 2018 o termo “fake news” entrou no vocabulário dos brasileiros. Não é de hoje que notícias e informações falsas circulam por jornais, revistas, blogs, páginas e perfis pessoais das redes sociais, porém, nunca antes havia se visto com tanta ênfase essa falha ser comentada, consultada e punida, como aconteceu e vem acontecendo atualmente. Muito disso se deve ao fato de 2018 ter sido um ano de eleição para decidir, entre outros cargos, o de futuro presidente da nação, e que, diga-se de passagem, tenha sido, talvez, a mais discutida e disputada que já ocorreu no Brasil.

Não apenas o costumeiro confronto que os políticos promovem entre si nos debates abertos e nas propagandas eleitorais nos vários veículos de comunicação, repletas de alfinetadas e provocações, 2018 foi atípico devido ao engajamento nunca antes visto do povo, que comprou a briga de seus candidatos e defendeu suas ideias com unhas e dentes.

A bilateralidade das falsas informações

Nas duas vertentes, direita e esquerda, o que se via eram concepções sociais e valores pessoais sendo apresentados sem receios, embasados em estatísticas nacionais e globais de todo tipo de órgão existente, dados provindos de renomados jornais do país e do mundo, informações que nunca se consideraram concebíveis que um brasileiro viesse a procurar saber, visto a omissão e passividade por tantos anos quanto a corrupção escancarada e a deslealdade dos nossos governantes.

Essa briga dos dois lados sobre o certo e o errado, o justo e o injusto, o bom e o ruim, de certa forma foi a raiz das “falsas notícias”, que se propagavam na tentativa de fortalecer o argumento dos eleitores sobre seus ideais. A ferrenha competição movida parcialmente a mentiras rendeu, por exemplo, em outubro, a retirada do Facebook de 33 notícias falsas sobre a então candidata a vice-presidente Manuela D’Ávila.

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Opinião

Uma dessas notícias sobre a gaúcha, membro do PSOL, a mostrava com uma camisa preta cuja estampa trazia a seguinte mensagem: “Jesus era travesti”. Mais tarde, foi revelado pela própria Manuela que a estampa verdadeira em sua roupa dizia “rebele-se”.

Ainda em outubro, o, na época, candidato a deputado federal e filho do presidente eleitor Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, fez a postagem de um vídeo onde explicava que a denúncia da cantora Olivia Byington sobre o voto desfavorável de ambos, pai e filho, a respeito da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), não era real.

No vídeo, Eduardo diz que o “não” dos dois era “a um destaque do texto”. Posteriormente, o deputado explica que os partidos podem “destacar um item ou artigo do texto para que ele seja votado de maneira separada”.

Os dois casos relatados são apenas alguns entre outros inúmeros exemplos de notícias repletas de inverdade que correram, correm e ainda correrão por aí. De certa forma, o fato é que, graças a tantas e tantas mentiras veiculadas, gerou-se um senso comum avaliador sobre aquilo que está sendo difundido, independente do viés político.

É necessário evitar, ao máximo, as notícias falsas, para que se faça um país sério em todas as esferas.

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