O Carrefour atravessa uma crise grave em sua imagem, após um dos seus funcionários ser acusado de maltratar um cachorro em uma de suas lojas, em Osasco (SP). O funcionário é um segurança suspeito de envenenar e espancar um cão abandonado encontrado nas dependências da loja. O vídeo correu as redes sociais e o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a situação.

As imagens mostram o segurança correndo atrás do cão e em uma de suas mãos estava uma barra de ferro.

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O fato se tornou de conhecimento público através das imagens em rede social e logo virou repercussão também no meio dos artistas e ativistas, como Tatá Werneck, Luciano Huck, Bruna Marquezine e outros [VIDEO], que defendem o cão.

O cão que se tornou funcionário do mês

Ao contrário do que aconteceu no Carrefour, um cão de rua entrou em um posto de gasolina em Mogi das Cruzes há três anos e acabou sendo acolhido pelos funcionários do local. Negão, como ficou conhecido, foi adotado pela equipe do posto e se tornou funcionário do mês em fevereiro desse ano de 2018. Sua função: agradar os clientes que apareciam no posto, com roupas de funcionário do posto de gasolina. [VIDEO]

Negão conquistou a simpatia dos clientes do posto. De acordo com Tania Cristina Domingues, funcionária no local: “todos passam aqui e perguntam dele porque estavam acostumados com a presença dele”, contou a frentista, que explicou chorar bastante toda vez que tem lembranças do cotidiano do cão. Negão morreu com 11 anos de idade, ainda nesse ano, em decorrência de complicações no coração. [VIDEO]

O que os especialistas acham

De acordo com Fred Lúcio, doutor em Ciências Sociais e professor da ESPM/SP, houve um problema grave de gestão corporativa no Carrefour.

Segundo o cientista, a marca não soube conduzir a situação em um primeiro momento que agiu “de forma superficial, com respostas-padrão”, após o vídeo dos maus-tratos ao cachorro se tornar notório. O professor explica que o Carrefour não percebeu a dimensão da situação e precisa treinar todos os seus funcionários para uma questão que é presente no cotidiano da vida em sociedade atualmente no Brasil. Ele diz que temas como homofobia, racismo, machismo, agressões ao meio ambiente e aos Animais estão em alta: “os consumidores têm questionado essas pautas em seu dia a dia”, comenta o professor.

Para esses casos, segundo Fred, a empresa precisar ser proativa e não esconder ou omitir as informações do grande público, pois, segundo ele, é necessário que as empresas passem mais valores éticos a todos os funcionários, terceirizados ou não.