O sonho da paternidade acompanha muitos e este era o caso de Luca Trapanese. Gay e solteiro, ele adotou, em julho de 2017, a pequena Alba. Uma bebê com síndrome de down que foi rejeitada pela mãe nos primeiros dias de sua vida. Além de ser abandonada pela mulher que a colocou no mundo, a menina foi rejeitada por 20 famílias que buscavam crianças para adotar.

A história viralizou depois que o italiano publicou o livro Nata Per Te (Nascida para você, em uma tradução livre).

Ele escreveu o livro em parceria com Luca Mercadante e contou sobre sua experiência como pai. Hoje, Luca Trapanese tem 41 anos.

Em entrevista ao programa de rádio da BBC, ele contou um pouco de sua história. Quando tinha 14 anos, Trapanese viveu um momento doloroso ao lado do amigo Diego, que foi diagnosticado com câncer terminal. Ele prometeu acompanhar o amigo em todos os momentos e assim o fez até o fim de sua vida.

Trapanense afirma que teria feito qualquer coisa pelo amigo durante a experiência que chama de "dolorosa". A morte do melhor amigo fez com que ele ganhasse consciência de como era viver com uma doença. Foi assim que tornou-se voluntário em uma igreja de Nápoles. Ele passou a ajudar crianças com deficiências e pessoas com doenças críticas.

"Foi uma experiência maravilhosa", afirma Trapanense. Naquele lugar ele conheceu muita gente que entrou em sua vida e não saiu mais. Pessoas amigas para vida inteira, conforme explicou à reportagem da BBC.

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Maternidade LGBT

Adoção

No período em que realizou este trabalho, Luca percebeu que queria ajudar pessoas necessitadas. Ele planejava se tornar padre católico e entrou no seminário aos 25 anos. Ficou dois anos lá dentro, mas se apaixonou por um homem e saiu de lá. Segundo ele, os amigos e familiares foram compreensivos com a decisão de deixar o seminário.

Ele e o parceiro viveram 11 anos juntos e fundaram uma organização de caridade na cidade de Nápoles para cuidar de pessoas com deficiência.

O relacionamento terminou e ele passou alimentar o sonho de ter um filho adotivo sozinho.

A princípio ele não poderia adotar porque pessoas solteiras não poderiam ter filho na Itália. Isso mudou no início de 2017 e ele se candidatou como adotante. Em julho de 2017, ligaram dizendo que havia uma menina chamada Alda. Ela tinha apenas 13 dias de idade. Ele afirma que quase não conseguiu conter a alegria e disse sim no mesmo momento.

No começo, ele quis um tempo a sós com a filha e a levou para a casa de campo da família. Depois organizou uma festa para apresentá-la a família e amigos. Hoje, Alba tem 18 meses e, segundo Luca, uma personalidade muito forte. A pequena gosta de brincar e dançar. Gostar de estar com outras pessoas, por isso o pai a leva para museus ou para trabalhar com ele.

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