Na última terça-feira (9), o monge budista Dalai Lama deu entrada em hospital em Nova Deli, na Índia, em decorrência de uma infecção no peito. Atualmente, o líder espiritual tem 83 anos e, de acordo informações da agência Reuters, a sua condição atual pode ser descrita como estável.

Tenzin Taklha, secretário de Dalai Lama, revelou à Reuters que o monge budista se sentiu mal pela manhã e, em seguida, foi imediatamente encaminhado ao hospital.

Na ocasião, o líder religioso foi movido até Nova Déli de avião, de modo que a internação e o diagnóstico pudessem ocorrer de maneira acelerada.

Durante a internação, foi diagnosticada pelos médicos uma infecção no peito, que já foi tratada. Taklha também informou que embora a condição de saúde do líder espiritual seja estável, ele ainda deverá permanecer na internação durante mais alguns dias, de modo que os médicos possam se certificar de que está tudo bem com ele.

Essa medida de segurança é bastante importante, uma vez que mais do que um líder religioso, Dalai Lama é um símbolo de luta e resistência para muitos tibetanos.

Dalai Lama procura sucessor

Após uma rebelião infrutífera contra o domínio chinês, no ano de 1959, Dalai Llama fugiu para a Índia e, desde então, vive em exílio nos arredores de Dharamsala, na região norte da Índia.

A internação do líder religioso causou preocupação em muitos dos tibetanos que, atualmente, também residem na Índia.

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Opinião

O motivo para tal preocupação está atrelado à luta de Dalai Lama por um país que seja autônomo. Os mais de 100 mil tibetanos a, atualmente, ocupar o território indiano, temem que essa luta seja encerrada com a morte de Dalai Lama.

Entretanto, o líder parece estar se preparando para essa possibilidade. No mês passado, ele assegurou à Reuters que existe a possibilidade de encontrarem a sua reencarnação na própria Índia.

Ainda na ocasião, ele alertou que sucessores escolhidos pela China não deverão ser respeitados por seus seguidores.

Isso se dá porque, desde 1950, a China controla o Tibete. Devido a esse controle, ainda que Dalai possua um Nobel da Paz, a China o classifica como uma pessoa perigosa e de ideias separatistas. Além disso, o país informou que os seus líderes possuem o direito de aprovar ou não a sucessão do líder religioso, que isso seria uma espécie de herança por parte dos imperadores chineses.

Porém, conseguir essa sucessão aprovada não será tão fácil assim para a China. Diversos tibetanos, que sustentam a crença no Dalai Lama têm ressalvas quanto aos chineses, uma vez que um Dalai Lama aprovado pela China poderá caracterizar uma maneira dos governantes do país de exercer algum tipo de controle na comunidade tibetana.

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