A crise causada pelo novo coronavírus provocou o isolamento político do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e isto fez com que seus filhos saíssem em defesa do Governo Bolsonaro. Nos últimos dias, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (sem partido) aumentaram a ofensiva contra os supostos inimigos de Jair Messias Bolsonaro, sejam eles jornalistas ou governadores.

Vereador Federal

Além da ofensiva coordenada pelos filhos do presidente, ainda existe a inusitada situação de Carlos Bolsonaro, vereador pelo estado do Rio de Janeiro se encontra na capital do país e até mesmo participando de reuniões com a cúpula do governo federal.

Gabinete do ódio

Carlos Bolsonaro é apontado como um dos responsáveis pelo pronunciamento do presidente em rede nacional, além dele, o polêmico discurso do mandatário também teria as digitais dos assessores de Carlos Bolsonaro, os funcionários do chamado “gabinete do ódio”, funcionários que são pagos com dinheiro da população e são responsáveis por monitorar a popularidade do Messias e gerenciar perfis em redes sociais usados para atacar desafetos.

O discurso de Bolsonaro com ataques à imprensa e a governadores foi elaborado com a ajuda dos integrantes do gabinete do ódio, funcionários que fazem parte do núcleo ideológico do governo. O texto foi encomendado por Bolsonaro após o presidente ter ficado irritado com governadores das regiões Norte e Nordeste em videoconferências realizadas na última segunda-feira (23).

A agenda do vereador

Carlos Bolsonaro participou de reuniões do pai com ministros e também esteve nas videoconferências com os gestores das regiões Norte, Nordeste e Sul, como está registrado na agenda oficial do presidente da República. Carlucho também esteve reunido com o pai e o irmão Flávio Bolsonaro e mais dois aliados que ganharam ocupação no governo: o presidente da Embratur, Gilson Machado e o secretário de assuntos fundiários, Nabhan Garcia.

Como de costume, o filho “02” de Jair Bolsonaro fez uso de seu perfil no Twitter para fazer seus costumeiros ataques à imprensa e aos governadores, mirando sua artilharia em especial no governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A nova teoria da conspiração difundida de modo velado pelo vereador é a de que existe movimentação para retirar o presidente do poder.

01

Flávio Bolsonaro também deu sua contribuição online para atacar os inimigos (muitas vezes imágnários) do pai. O senador vinha adotando uma postura mais discreta nas redes sociais depois que seu nome esteve envolvido em investigações de um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Agora ele volta a aparecer nas redes sociais para defender a presença do “02” em Brasília e também aproveitou para atacar a imprensa, em especial a Rede Globo.

Flávio, assim como o pai, é contrário ás medidas de proteção que estão sendo recomendadas por especialistas para impedir que o novo coronavírus se dissemine.

"Eduardo bananinha"

Assim foi apelidado pelo vice-presidente Hamilton Mourão o filho “03” de Jair Bolsonaro, que assim como os irmãos, também se ocupa em xingar a imprensa e também usou as redes sociais para isentar o governo federal da crise econômica que virá por conta do novo coronavírus.

Ele prevê um cenário caótico em que haverá revolta dos desempregados contra os governadores que adotaram as medidas recomendadas pela OMS e pelo próprio Ministério da Saúde.

Eduardo Bolsonaro também é adepto da teoria de que há um golpe em andamento para derrubar Jair Bolsonaro.

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