Deputados aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusaram a jornalista Vera Magalhães, que é apresentadora do programa "Roda Viva", de ter recebido do Governo de São Paulo R$ 500 mil. A jornalista em seu Twitter divulgou o valor dos seus verdadeiros vencimentos mensais: R$ 22 mil.

Para comprovar a veracidade da informação, a jornalista mostrou a cópia do seu contrato com a emissora da Fundação Padre Anchieta após as acusações feitas pelos parlamentares. Foi durante uma sessão ocorrida na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na sexta-feira (20) que o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) foi ao plenário para fazer as acusações contra a Vera Magalhães.

Playmobil

O parlamentar apresentava em suas mãos uma pasta que podia ser visto uma montagem de um boneco Playmobil em frente a um microfone da rádio Jovem Pan, a jornalista fazia parte da equipe da rádio e ganhou o apelido da famosa marca de brinquedos por causa de seu penteado. Em sua fala na Alesp, Douglas Garcia afirmou que junto com o deputado Gil Diniz foram à Fundação Padre Anchieta e buscaram informação.

A fala inflamada do deputado logo foi parar nas redes sociais, sendo compartilhada por vários apoiadores de Jair Bolsonaro.

O que fez com que a jornalista recebesse vários ataques, depois que a deputada Bia Kicis (PSL/DF) publicou o vídeo em tom acusatório, Vera decidiu mostrar nas redes sociais seu contrato para denunciar a fake news.

No Twitter, a jornalista afirmou que recebe R$ 22 mil reais, a mesma quantia que recebia da Jovem Pan e ainda afirmou que foi contratada para assumir o "Roda Viva", e que em breve serão divulgados os salários de todos os âncoras, disse a jornalista.

Briga com o presidente

O presidente da República vem atacando a jornalista desde fevereiro, quando ela divulgou em sua coluna no O Estado de S.

Paulo que Bolsonaro havia compartilhado no WhatsApp dois vídeos em que eram convocadas manifestações que defendiam o governo e atacavam os Poderes Legislativo e Judiciário, as manifestações estavam marcadas para o dia 15 de março. Bolsonaro atacou novamente Magalhães na quarta-feira (18) acusando-a de mentir nas suas matérias para o Estadão, ele a chamou de mentirosa.

O presidente acusou a jornalista de ter mentido quando ela afirmou que ele participaria de um movimento no dia 31 de março em frente aos quartéis, afirmou Bolsonaro em uma coletiva de imprensa que estava marcada para falar somente sobre o novo coronavírus.

Fake news

A declaração de Bolsonaro revelou-se falsa, pois a jornalista não havia publicado esta noticia em sua coluna, na terça-feira (17), a informação que ela deu foi que atos para o dia 31 de março estão sendo convocados, mas ela não citou o nome de Jair Bolsonaro.

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