Na noite da última terça-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) protagonizou mais um episódio em que demonstrou sua total falta de tato ao comentar assuntos de interesse da população. Bolsonaro disse que lamenta que o país tenha batido o recorde diário de mortes registradas pela Covid-19, porém afirmou que não poderia fazer milagres para solucionar a pandemia. Ele ainda fez referência ao próprio nome, Jair Messias, para fazer um infeliz trocadilho em situação tão delicada: "E daí?" disse o presidente, que ressaltou que não faz milagre apesar de seu nome.

O fato acabou sendo considerado engraçado pelos seus apoiadores que estavam no espaço reservado todos os dias para seus seguidores na residência oficial da presidência.

Ainda na terça-feira, o Ministério da Saúde anunciou números alarmantes que mostram que o Brasil ultrapassou a China no número de mortes. A pasta também mostrou dados falando sobre o número de pessoas que foram curadas da doença, as que estão em observação e os óbitos que estão sendo investigados para saber se realmente foram mortos por causa do novo coronavírus.

Solidariedade

Bolsonaro afirmou que se solidariza com os parentes das pessoas que morreram vitimadas pela covid-19, mas voltou a afirmar que a maioria das pessoas que morrem pela doença são idosos e que não se pode fazer nada. E em mais uma fala sem nenhum propósito, que não condiz com o que se espera de um chefe de Estado, disse que ele próprio também irá morrer.

Jair Bolsonaro também tratou de terceirizar responsabilidades.

Perguntado mais uma vez sobre o triste recorde da terça-feira, o líder do Executivo disse que os números deveriam ser comentados pelo ministro da Saúde, Nelson Teich.

Teich assumiu o lugar de Luiz Henrique Mandetta em abril. Mandetta entrou em rota de colisão com o presidente da República, pois enquanto Mandetta seguia as determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde), que recomenda o isolamento social, Jair Bolsonaro prega o isolamento vertical, ou seja, uma forma mais branda de distanciamento social, pois Bolsonaro encara a covid-19 como uma “gripezinha”, foi como o presidente se referiu à doença no início da pandemia.

Bolsonaro também foi questionado sobre a ação que foi movida pelo jornal O Estado de S. Paulo. Na ação, a juíza Ana Lúcia Petri Betto deu 48 horas para que Jair Bolsonaro apresente todos os exames que comprovam que o presidente não contraiu a covid-19, como ele afirma que não foi contaminado.

Caso se recuse a mostrar os resultados, está estipulada uma multa de R$ 5 mil.

Bolsonaro deu mais uma lamentável resposta que mais parecia uma declaração de que está em um bar com os amigos do que o tipo de resposta de um presidente da República, Jair Bolsonaro respondeu que só falta quererem saber se ele é virgem.

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