Policial militar licenciado, Daniel Silveira, natural de Petrópolis, 38 anos, ficou famoso no cenário político brasileiro faltando poucos dias para a realização do primeiro turno das eleições de 2018. Na época, Silveira saiu candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo PSL (Partido Social Liberal). Quando participava de um ato de campanha, quebrou uma placa de rua que homenageava a vereadora do PSOL Marielle Franco, que foi assassinada a tiros no dia 14 de março daquele mesmo 2018.

Silveira estava acompanhado do atualmente deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) e do governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC).

O ato de quebrar a placa rendeu frutos para Silveira, que caiu nas graças dos apoiadores de Jair Bolsonaro. Ele então foi eleito deputado federal com quase 32 mil votos.

Pit Bull

Com 1,90 m e dimensões avantajadas, a atividade parlamentar de Daniel Silveira é marcada por atos de violência como a quebra da placa de Marielle Franco. Segundo matéria do site El País, Silveira faz questão de manter a imagem de pit bull bolsonarista que parece estar pronto a apelar para a violência física a qualquer momento.

Com falas truculentas contra a esquerda e jornalistas, ele também é defensor da violência policial. O cidadão de Petrópolis sempre afirmou que tem direito à liberdade de expressão e que, como deputado federal, tem direito a imunidade parlamentar que lhe garante falar o que tiver vontade, mesmo que ultrapassando os limites do razoável.

Ainda segundo o site, nem mesmo a prisão decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi capaz de fazer Daniel Silveira sair do personagem. Já detido, ele se negou a usar máscara no IML (Instituto Médico Legal) e discutiu com uma policial civil. Ele questionou a agente da lei, dando carteirada e dizendo que também era policial e que é deputado federal.

Truculência

Em um episódio, o parlamentar ofendeu o jornalista Guga Noblat e jogou o celular do profissional da imprensa no chão. Em outro episódio, ele tentou entrar no colégio federal Pedro II sem consentimento prévio da instituição de ensino para realizar o que ele chamou de “vistoria”. O ato não teve boa aceitação dos alunos, que o expulsaram da escola.

Não é raro Silveira atentar contra a democracia com defesa de intervenção militar, volta do AI-5 ou ainda linchamento de ministros do STF, como ocorreu no vídeo que o levou à prisão. No vídeo, o deputado bolsonarista diz, entre outras barbaridades, que já imaginou muitas vezes o ministro Edson Fachin levando uma surra da população. Ele ressaltou que não estaria fomentando a violência, e que só teria imaginado a situação. Mesmo que premeditasse o fato, ainda assim não seria crime, e que Fachin, mesmo sendo “um jurista pífio”, sabe que não se trata de crime, disse Silveira.

Projetos

A ideologia de extrema-direita de Daniel Silveira está refletida em muitos dos 47 projetos de lei de sua autoria. Com alguns acenando para a classe policial, como o projeto que diz que profissionais de segurança exercem atividade insalubre e de risco.

Outro projeto do parlamentar prevê isenção de IPI na compra de armamento, munição e blindagem de automóveis.

Outros projetos falam sobre o endurecimento da prisão para usuários de drogas ilícitas e permissão para que professores possam usar armas nas escolas. Ele ainda propôs um projeto para homenagear as vítimas do comunismo, a ser celebrado no dia 31 de março, mesmo data do golpe militar ocorrido em 1964. O parlamentar do PSL só teve um projeto aprovado: a criação do Dia Nacional de Políticas de Prevenção de Desastres Naturais e Calamidades Públicas.

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