A Netflix estreou na última sexta-feira (9) o filme “O Homem Água” (Water Man). A produção estadunidense de pouco mais de 90 minutos é a estreia na direção de David Oyelowo, que também atua na trama. Além de Oyelowo, o filme ainda tem no elenco Rosario Dawson, Loonie Chavis e Amiah Miller nos papéis principais. Alfred Molina e Maria Bello são os destaques entre os coadjuvantes, o roteiro é de Emma Needell.

A trama

Gunner Boone (Chavis) é um menino de 11 anos extremamente inteligente e sensível. Se por um lado ele é apegado à mãe, personagem de Rosario Dawson, o protagonista tem uma relação distante com o pai, (Oyelowo).

A mãe de Boone está desacreditada pelos médicos, sem aceitar a morte iminente da mãe, Gunner sai em uma jornada perigosa para achar uma cura para ela.

A cura

O filme mostra que a família Boone é recém chegada em uma pequena cidade dos Estados Unidos, a fictícia Pine Mills. Existe uma lenda urbana na localidade que fala sobre a figura que dá título ao filme. Um dos moradores da cidade (Molina), garante ao protagonista que é verdadeira a lenda do homem que ao achar um misterioso metal, ganhou a imortalidade, mas esse homem teria passado o resto de sua vida tentando reencontrar a esposa falecida em uma enchente, enchente essa que esse homem sobreviveu daí a origem do apelido. Convencido de que a história é real.

Gunner parte em uma jornada em busca da figura mítica, e pede ajuda a Jo (Miller), uma garota misteriosa que inicialmente ajuda Gunner por dinheiro.

David Oyelowo fez uma boa estreia como cineasta, seu filme não é excepcional, mas entrega um bom divertimento ao fazer referências a produções do tipo “Conta Comigo” (1986), em que narra a jornada de autoconhecimento de crianças e/ou adolescentes.

A trama é uma mistura de drama, fantasia e aventura infanto-juvenil, em que os elementos fantasiosos deixam em dúvida se determinados acontecimentos realmente aconteceram ou se são frutos da imaginação do protagonista.

Dessa maneira, o filme foca em seu real objetivo, que é mostrar o quão importante é fazer com que as crianças comecem a entender que a morte é inevitável.

Recado dado, o roteiro não precisou apelar para sequências mais apelativas ao público, e terminou de forma mais leve, mas que fez o público entender que o protagonista chegou ao fim de sua jornada, que é entender que se deve se aproveitar a companhia de quem se ama enquanto ainda há tempo.

Final feliz

As outras subtramas do filme também encerram de forma eficiente, como a reconexão entre pai e filho e também o desfecho do arco da misteriosa Jo, a menina que acabou se tornando amiga de Gunner, sua trágica história de abuso familiar, apesar de não ser muito aprofundada no filme, encontrou um desfecho aceitável.