No cenário atual da tecnologia da informação não faltam ideias para desenvolver produtos, mas faltam pessoas para executá-las. Ganha quem paga mais. Ganha quem mais atrai. As empresas estão se empenhando ao máximo para manter o seu quadro, desenvolver competências e conquistar novos talentos. Com tendência de confirmar as pesquisa da IDC para a América Latina, indicando carência de especialistas em TI, que chegaria a 32% em 2015, o ano já começou aquecido para o segmento de dispositivos móveis. As empresas já começam a sofrer, pois não conseguem compor o seu quadro.

De acordo com estudos realizados, somente 6% das empresas estão conseguindo manter profissionais qualificados.

A dificuldade é tão grande que várias iniciativas já apareceram e novas já estão programadas. Em dezembro de 2014, o MIT, em parceria com a plataforma UnX e Cederj (órgão resonsável pelo ensino à distância do governo estadual do Rio de Janeiro), disponibilizaram um curso online gratuito, com material em português e duração de 6 semanas, dentro do App Inventor. Trata-se de um Mooc online (Curso Online Aberto e Massivo) com o objetivo de ensinar brasileiros a desenvolver aplicativos para celular, independente do estudante saber programar. Esse curso, bem como outros realizados no mercado, estimulam bastante o empreendedorismo e, assim, surge uma tendência de profissionais que atuam neste segmento - eles não ficam vinculados a uma determinada empresa. Muitos estão trabalhando de forma independente, como freelancer, ou abrindo as suas startups.

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Várias ferramentas em rede social já existem para publicar oportunidades e funcionar como agente integrador entre o profissional e a empresa, através de relacionamento virtual.

A retenção de profissionais especialistas no segmento de mobilidade está se tornando um verdadeiro desafio e está gerando maiores custos para as empresas, uma vez que estas não estão conseguindo desenvolver seus projetos de uma forma mais ágil ou em determinados momentos, interrompem o desenvolvimento devido à perda do profissional para o concorrente. Assim, iniciativas como formação de especialistas 'in company' ou utilização de prestadores de serviços autônomos estão bem aquecidas.

Para quem está começando na área, é uma bela oportunidade para inclusão no mercado de Trabalho e para os especialistas, é uma oportunidade que remete ao ideal (proferido em discurso pelos headhunters ou caçadores de talentos, na ajuda ao profissional em escolher o melhor lugar para trabalhar). Será que o melhor lugar é em seu home-office ou se prender nas instalações de seu empregador?