Para melhorar a experiência de usuários de aparelhos Android e facilitar pesquisas e reconhecimentos, a gigante Google firmou parceria com a fabricante de chips do Vale do Silício Movidius, especialista em Tecnologia visual e artificial. A união entre as duas companhias pode gerar novos gadgets que permitam compreender e identificar imagens como rostos e placas de rua em tempo real, sem a necessidade de fazer upload de fotos e esperar por algoritmos na nuvem, além de oferecer uma realidade virtual mais avançada e sair na frente no mercado de smartphones.

O Google irá usar o recente chip fabricado pela Movidius, o MA2450 com a performance e eficiência para realizar cálculos complexos de redes neurais e processadores de visão em fatores de forma ultracompactas.

Nos dispositivos de hoje, essas habilidades são restritas a aplicativos baseados em nuvem, com exceção do Translate, que funciona no modo offline.

Em seu site, o CEO da Movidius, Remi El-Ouazzane afirmou que a missão da empresa é trazer inteligência visual para os aparelhos, de modo que eles possam entender o mundo de uma forma mais natural. "Os avanços tecnológicos que o Google tem feito na inteligência dos aparelhos e redes neurais são surpreendentes. O desafio de incorporar esta tecnologia em dispositivos de consumo se resume à necessidade de eficiência de energia extrema, e este é o lugar onde tem uma profunda síntese entre a arquitetura de hardware subjacente e a computação neural”, explica.

Ao The Verge, Blaise Agϋera y Arcas, chefe de inteligência do Google em Seattle reiterou que a combinação das empresas resultará em uma década em que a tecnologia irá aperfeiçoar a forma como as pessoas se interagem com o mundo. “Ao trabalhar com Movidius, somos capazes de expandir esta tecnologia além do centro de dados e sair para o mundo real, dando às pessoas os benefícios da inteligência da máquina em seus dispositivos pessoais."

Velhos amigos

O trabalho com a Movidius possibilitará ao Google a implantação do seu motor de computação neural avançado na plataforma “ultra-low power Movidius”, começando uma nova forma de inteligência executar localmente em aparelhos móveis.

Isso vai permitir o funcionamento de dados sem conexão com a internet e com menos problemas de latência, tendo a capacidade de compreender imagens e áudio com a máxima velocidade. Essa boa convivência vem de tempos, quando as duas se envolveram no projeto “Tango” que pretendia oferecer aos telefones mapeamento 3D do ambiente ao redor.

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