‘Pitch’ é uma expressão em língua inglesa que pode abranger vários significados, mas no caso do mundo dos negócios ela tem uma função clara e bastante específica. O ‘pitch’ é a descrição resumida do seu business, uma espécie de apresentação da sua empresa para pessoas que podem ajudá-lo, tanto do ponto de vista conceitual quanto em relação ao investimento. Pitch é o discurso que o empreendedor usa para ‘vender o seu peixe’, no caso, uma empresa ou uma ideia.

No caso mais específico do mundo das startups, é possível dizer que o pitch é quase tão importante quanto a empresa em si. Pode parecer radical, mas não é. Basta imaginar que um pitch perfeito traz investimentos e ajuda a capitalizar uma empresa, dando a ela uma oportunidade real de crescer; um pitch mal feito pode encerrar a história de uma Startup antes mesmo de ela começar.

Aprimorar o pitch, portanto, é essencial por uma série de razões, mas principalmente porque as pessoas para quem vale a pena apresentar o seu pitch geralmente têm pouco tempo, são muito ocupadas e sabem exatamente o que querem ouvir.

Uma boa ideia, um planejamento coerente, uma equipe capacitada para colocar o plano em prática. Parece fácil, não? Mas não é.

Um bom pitch não precisa apenas ser interessante e cativante: ele precisa ser elaborado de maneira que possa ser adaptado para várias durações, de cinco minutos a uma hora. Afinal, o tempo da reunião vai ser determinado por quem vai assistir ao pitch, não por quem vai apresentá-lo.

Há até o chamado ‘pitch de elevador’, que pode ser usado em uma ocasião de emergência, por exemplo, quando o empreendedor e um figurão pegam, por um golpe de sorte, o mesmo elevador.

Só existe uma maneira de aprimorar o pitch: treiná-lo à exaustão.

E não adianta treinar em frente ao espelho, sozinho. Tem que apresentar, ouvir perguntas, questionamentos de pessoas de várias áreas. A vantagem desse método é que cada um deles fará perguntas diferentes – e é preciso aprender respostas para todas elas.

Qual é o modelo de negócio? Qual é o retorno do investimento? Em quanto tempo? A cada apresentação, uma nova dúvida surgirá, o que implicará um estudo para descobrir o melhor posicionamento.

O debate em torno da importância do pitch surgiu ao ver o lançamento projeto do Oito, hub de inovação inaugurado recentemente pela empresa de telecomunicações Oi, no Rio de Janeiro. O que uma coisa tem a ver com a outra?

Tudo. Por ser um espaço de convivência comum para startups, isso significa que haverá sempre a oportunidade de apresentar para os outros parceiros as características da sua empresa. Claro que nesse tipo de pitch não será necessário falar sobre detalhes financeiros ou outras informações estratégicas, mas o fato de explicar sua ideia para outros empreendedores vai exigir o desenvolvimento desse pensamento de ‘venda do peixe’, ou seja, você vai ter que convencer seus colegas de incubadora de que a ideia é boa.

E isso vai transformar totalmente o seu pitch, para melhor.

Haverá um processo seletivo para o período de pré-incubação de 30 dias com 18 startups selecionadas. Ao fim desse prazo, no entanto, as startups serão convidadas para apresentar um pitch para uma banca de jurados composta por executivos de diversas áreas. As seis startups que tiverem a melhor performance vão iniciar o processo de incubação, que terá a duração de um ano.

É ou não é motivo para começar a trabalhar no seu pitch desde agora?

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