A maior rede social do mundo, com mais de 2 bilhões de usuários, é conhecida também por servir como plataforma política tanto de discussões quanto de ações. No entanto, os lados interessados em qualquer disputa eletiva podem utilizar a mesma mídia para atingir qualquer adversário.

Muito tem sido debatido sobre as notícias falsas disseminadas por meio do Facebook, e muitas controvérsias envolvem a empresa com supostas interferências de países nas Eleições de outros. Em uma dessas discussões, a rede social abordou o seu próprio papel na democracia em postagens do blog de uma professora da Universidade de Harvard, Cass Sunstein, e de um funcionário que trabalha no setor.

Não há garantias de o Facebook estar a serviço da democracia

A empresa afirmou, porém, que tenta o possível para dar um fim às alegadas intromissões nas eleições americanas. Teorias da conspiração sugerem que a Rússia tentou influenciar votos nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França.

Na Alemanha, jornais e comentaristas alertavam para o perigo. Moscou nega as alegações, nada foi comprovado e muitos nomes do governo Trump caíram em 2017 devido às controvérsias.

Declarações oficiosas, só que não

“Gostaria de poder garantir que os lados positivos pudessem superar os negativos, mas não posso”, escreveu Samidh Chakrabarti, gerente de Produto do Facebook, em sua postagem.

“O Facebook tem dever moral de entender como essas tecnologias estão sendo usadas e o que pode fazer para tornar redes sociais mais representativas, civis e confiáveis possível", acrescentou.

Por toda a Europa há acusações contra o Facebook por sua lentidão em agir contra discursos de ódio, campanhas de influência externa, diversos tipos crimes e outros assuntos que os executivos da empresa viajam aos países para tentarem se explicar.

Explicações de ações tomadas

Segundo o Facebook, eles estão anulando contas detectadas como suspeitas; manipulando o funcionamento para que os anúncios eleitorais tenham visualizações além do público direcionado; e exigindo que os usuários que interagem mais diretamente com assuntos relativos às eleições confirmem suas identidades reais.

Outras empresas do Vale do Silício, como, por exemplo, Twitter e Google, anunciaram similares iniciativas de autorregulação.

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O tempo dirá?

De acordo com Chakrabarti, o Facebook ajudou a democracia de outras maneiras. Uma delas seria um suposto efeito causado pela rede social fazendo com que mais eleitores votassem nas eleições norte-americanas (onde o voto não é obrigatório). Outras formas de ajudar devem ser testadas como um processo em andamento.

Os experimentos sociais utilizados pelo Facebook costumam gerar controvérsias. Além disso, não é especificado oficialmente, seja por meio de documentos ou declarações, como acontecem as medições e conclusões que seus especialistas chegam para justificarem determinada medida.

Usuários precisam estar atentos

Um próximo ‘’teste’’ da influência, negativa ou não, das redes sociais nas eleições será em março, quando há eleições nacionais na Itália, já marcada por reivindicações de falsas notícias espalhadas no Facebook.

No Brasil, pouco ainda se fala do duvidoso sistema eletrônico de votação que anula a democracia. Há fortes indícios de que as urnas eletrônicas são, no mínimo, muito vulneráveis. Fraudes já foram registradas em diversos pleitos, mas ninguém foi penalizado. Nunca.

E pouco se fala no assunto.

Quanto às falsas notícias e influência das redes sociais nas eleições em outubro de 2018, há preocupações manifestadas principalmente por parlamentares, mas ainda não se vê expressivas reações dos eleitores em geral, muito menos das empresas envolvidas que lucram muito com essas situações.

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