O site de compras da Netshoes, uma das maiores varejistas online especializado em artigos esportivos, foi solicitado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na última quinta-feira, dia 25, que informe por meio de telefone ou correspondência a um pouco mais de 1,9 milhões de clientes sobre um vazamento de dados que aconteceu a partir de um defeito na segurança da empresa. Vazamentos são caracterizados pela invasão de sistemas através de cibercriminosos, conhecidos como hackers, que acessa de maneira indevida um banco de dados e, através isso, obtém inúmeras informações sigilosas.

Segundo o promotor Frederico Meinberg, essa ocorrência trata-se de um dos maiores problemas de segurança de dados que já houve no Brasil.

De acordo com o Ministério Público, o problema averiguado no início de janeiro fez com que dados pessoais dos compradores fossem expostos a hackers. Por isso, o MP ainda orientou que a Netshoes não realize pagamentos aos criminosos que causaram delito na segurança da empresa.

Risco de prejuízos aos consumidores

Conforme afirmações do promotor, a atuação é essencial em razão da seriedade dos fatos e do risco de perdas aos consumidores, também pela imensa quantidade de dados privados atingidos, embora não tenham sido reveladas informações como cartão de crédito ou senhas.

Entre os dados que foram afetados, existem contas de e-mails de servidores públicos da Presidência da República, do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, da Câmara do Deputados, do Ministério da Justiça, do Tribunal de Contas da União e da Advocacia-Geral da União.

Em nota, a Netshoes deixa claro que mantém contato com o Ministério Público com a finalidade de estudar as medidas cabíveis e com o intuito de solucionar os fatos dentro do período estabelecido. A empresa destaca ainda que tem um programa proteção de dados bastante confiável tendo a segurança dos clientes como um de seus principais compromissos.

Entretanto, em dezembro de 2017, havia sido atribuído a mesma companhia um suposto vazamento de dados de meio milhão de clientes, mas a Netshoes afirmou que não houve a identificação de quaisquer indícios de invasão aos sistemas da empresa.

O Ministério Público deu o prazo de três dias úteis para informar aos consumidores atingidos sobre o ocorrido. A notificação só será validada através da confirmação de recebimento das informações pelos clientes. Se isso não ocorrer, a empresa poderá ser processada na Justiça por danos morais e materiais.

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