Definitivamente, os dias da acirrada disputa pela conquista do espaço, encabeçada pelos Estados Unidos e pela extinta União Soviética (com a Rússia como sua sucessora), ficaram para trás. Hoje existem muitos atores importantes nesse cenário, além da tradicional e tão afamada agência espacial americana, a Nasa - na sigla em inglês -, bem como a sua equivalente russa, conhecida popularmente como Roscosmos.

Cabe ressaltar a existência de empresas com financiamento privado que entraram para o seleto grupo da exploração espacial, que antes era composto apenas por instituições federais. O destaque muito especial é para uma pioneira conhecida como SpaceX, de propriedade do bilionário Elon Musk, um empreendedor nato, muito engajado na questão ambiental e na solução de problemas globais.

Pioneirismo da SpaceX

Ocorre que a referida empresa entrou para a história ao ser a primeira a reutilizar um foguete orbital, em 2017, com o seu Falcon 9, fato de extrema importância para baratear os custos dos lançamentos de veículos para o espaço. Esse, porém, não foi o primeiro grande feito da companhia, que, desde 2008, acumula sucessos e ações inovadoras, tais como: alcançar a órbita com o primeiro foguete movido a combustível líquido, com financiamento privado (Falcon 1, no ano mencionado), entre outras.

Todas as conquistas experimentadas pela SpaceX a habilitaram a firmar contrato de desenvolvimento com a Nasa, em 2011, com o objetivo de levar astronautas à Estação Espacial Internacional – EEI (ou ISS, em inglês) e trazê-los a salvo, o que somente os russos têm feito desde a saída de circulação dos ônibus espaciais americanos.

Mas o transporte de cargas tem sido feito normalmente pela firma de Musk, com o envio de diversas missões à EEI.

Na dianteira do mercado

O foguete Falcon Heavy é o mais poderoso da atualidade, capaz de transportar aproximadamente 63 toneladas de carga, o dobro da capacidade dos concorrentes. Isso coloca a SpaceX em vantagem e pode ser especialmente interessante para os planos da Nasa, que pretende, no final de 2019, enviar uma missão não tripulada ao retomar o programa de exploração da Lua, por meio da cápsula Órion, pois o seu próprio foguete, o Space Launch System (SLS), ainda está em desenvolvimento e só poderá transportar pessoas a partir de 2022.

Por último, é interessante registrar outras ambições nutridas pelo CEO da empresa americana, a saber: oferecer turismo na Lua e, no longo prazo, voos interplanetários tripulados indo a Marte, por exemplo. Será uma tarefa difícil, mas, no que depender da determinação do visionário, parece que dará certo.

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