Foi acatado nesta segunda-feira (05), pela Justiça Federal de São Paulo, através de uma liminar atendendo a um recurso aberto neste dia (02), pelo Mercado Livre contra os Correios, a suspensão do aumento nas tarifas de frete que entrariam em vigor nesta terça-feira (06).

O aumento das tarifas divulgado pelos Correios, seria, em média, 8% para fretes nas capitais, e ainda um acréscimo "emergencial" de mais R$ 3 para entregas enviadas ao Rio de Janeiro, por conta do alto índice de violência (área de risco), segundo a estatal.

A repercussão do reajuste

Os lojistas virtuais que utilizam a plataforma, juntamente com pequenos e médios empreendedores, além de vendedores autônomos, se mobilizaram contra o aumento abusivo e desproporcional, segundo eles, e realizaram campanhas contra o reajuste.

A juíza federal Rosana Ferri, que deferiu a liminar, enfatizou "plataforma de comércio eletrônico da parte autora movimenta milhares de negócios de pequenos empreendedores fomentando a economia, questão importante a ser considerada na atual conjuntura".

A suspensão desse aumento, vale salientar, é válida somente para usuários que utilizam a plataforma do Mercado Livre, e abrange os serviços de SEDEX e PAC.

A parceria entre o Mercado Livre e os Correios

A empresa Ebazar.com.br LTDA, conhecida como Mercado Livre, foi fundada no ano de 1999, pelo seu co-fundador e CEO Marcos Galperin, na Argentina, onde se iniciaram as operações online. Hoje, os serviços de e-commerce do Mercado Livre abrangem 19 países, entre eles o Brasil, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Portugal e México.

No ano de 2001, o Mercado Livre firmou uma parceria de cinco anos com a gigante eBay, que é a maior empresa de e-commerce do mundo e pioneira nesse tipo de intermediação de compra e venda através da internet. Foi através dessa parceria que acabou sendo criada a versão brasileira do eBay, a subsidiária iBazar, que hoje pertence ao Mercado Livre.

Em janeiro de 2013, a empresa anunciou o Mercado Envios, serviço de administração de envios da plataforma, que por sua vez, utiliza o Correios como meio de envio.

Existe um contrato firmado entre o Mercado Livre e os Correios que reduzem significativamente o valor do frete, comparado a um frete padrão, que viabiliza as vendas, porém, se a reajuste de 8% fosse aplicado, seria sentido da mesma forma pelos usuários da plataforma.

Os Correios ainda podem recorrer dessa decisão.

No Brasil, atualmente o comércio eletrônico corresponde a 4% das vendas varejistas, um índice muito baixo segundo a conceituada empresa de pesquisa Ebit, que aposta em um crescimento global agressivo nesse setor.

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