Durante as sessões no Senado Americano e na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, onde o CEO e criador do Facebook, Mark Zuckerberg depôs na segunda e terça, dias 9 e 10 respectivamente, trouxeram novas informações até então desconhecidas pelos 2,2 bilhões de usuários no mundo todo.

Pressionado pelos congressistas durante as sessões que duraram mais de cinco horas, Mark revelou como são processadas as informações dos perfis, aonde os dados ficam armazenados e como a empresa lucra com a rede social, já que a plataforma é gratuita.

Zuckerberg confirma que não há venda de dados

CEO do Facebook, Zuckerberg afirmou na sessão que os dados não são vendidos para os anunciantes. Segundo ele, a empresa permite que os anunciantes lhes informem que tipo de público querem atingir e o próprio facebook é quem insere tais informações nos feeds escolhidos.

Sempre haverá uma versão gratuita para os usuários

Questionado então pelo senador Orrin Hacth como ganhava dinheiro com a rede social, já que "nada é de graça", pelas palavras do político, Zuckerberg respondeu que os ganhos vem através da publicidade.

Durante a sabatina, ele respondeu que mesmo que surja uma versão paga da plataforma, haverá uma saída de atingir o objetivo principal da rede que é conectar as pessoas.

Armazenamos dados dos usuários, afirma Zuckerberg

Através das constantes perguntas da senadora Deb Fischer, Zuckerberg confirmou que os dados dos bilhões de usuários são armazenados em duas categorias: os conteúdos compartilhados pelos perfis e dados relacionados a "tornar a publicidade relevante".

No entanto, o próprio afirmou que os usuários tem total controle de ambas as categorias de informações que são armazenadas nos servidores da empresa.

O Facebook luta contra a proliferação de perfis falsos e tem investido em banir esta estratégia

Mark Zuckerberg afirmou que russos estão em uma corrida armamentista sobre informações na internet e que a plataforma tem lutado para banir perfis falsos, desenvolvendo ferramentas para coibir tais práticas.

Segundo o empresário, é necessário lutar contra a situação para impedir que situações como o possível uso de dados dos usuários sejam utilizados na proliferação de informações durante as campanhas deste ano, de forma feita nas eleições presidenciais americanas, em 2017, que culminou na vitória de Donald Trump.

O Facebook irá cooperar nas investigações, mas não revelará todos os dados

Mark lembrou que cooperou com a justiça americana em outras investigações, mas que nem todos os dados serão entregues as autoridades. Em casos de deportação, por exemplo, o empresário já se mostrou contrário em permitir acesso a perfis na rede social.

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