Entre os dias 4 de julho e 12 de agosto, o público que circula pela Av. Paulista pode visitar a 19ª edição do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica). Muitas novidades da Tecnologia já apareceram nos anos anteriores em forma de arte e esta edição não é diferente. A realidade virtual vai impressionar com inovações que caíram em mãos de artistas inspirados. O resultado está neste festival que tradicionalmente ocupa o Centro Cultural FIESP há quase duas décadas.

O tema deste festival se baseia numa frase famosa do pensador canadense Marshall McLuhan: "o meio é a mensagem", transformada agora em "O corpo é a mensagem",

Usuário manipula robô e se vê fora do corpo com óculos 360°

Da Holanda, vem a performance Outrospectre de Frank Kolkman e Juuke Schoorl. É uma experiência que utiliza realidade virtual para trazer a sensação ao usuário de estar fora do próprio corpo, trazendo um sentimento de quase morte. Este é um experimento que vai ao encontro do uso de realidade virtual para curar traumas e está de acordo com os propósitos do FILE: mostrar as muitas expressões do corpo.

Outra instalação que utiliza realidade virtual vem do Japão. Unlimited Corridor coloca o usuário a tatear por uma armação de metal portando óculos 360°. O efeito mostra que a tecnologia pode mudar a percepção visual, permitindo circular em espaços estreitos com a sensação de estar em amplos espaços.

Artistas usam instrumentos médicos para trazer sensações e emoções

No FILE, instrumentos médicos são utilizados com perspectivas artísticas.

Se o corpo é o grande tema do Festival, nada mais justo que trazer uma performance em que o coração é dado como presente ao usuário. Em SyncDon II, os artistas Akihito Ito e Issey Takahashi ressaltam que o coração é o órgão que anuncia a vida. Seu batimento foi o primeiro canal de comunicação de um ser vivo com o mundo. A instalação promete mexer com as sensações do visitante, registrando o ritmo de seus batimentos cardíacos e o guardando numa caixa que pulsa.

A pulsação da caixa e o próprio coração do usuário são visualizados em um monitor digital.

Na instalação You are the ocean, de Ozge Samanci, de origem turca, ondas do cérebro são transformadas por um sensor em ondas do mar, que ficam mais fortes ou fracas de acordo com os pensamentos do usuário. Segundo os fundadores e ainda organizadores do FILE, Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, em torno de 80% dos trabalhos apresentados são interativos,

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