O fato de que o Brasil possui problemas graves com a Corrupção já é algo que todos estão cientes. A quantidade de nomes envolvidos em casos de corrupção torna o trabalho de pesquisa e identificação de possíveis corruptos um esforço dispendioso para muitos eleitores. Muitos políticos ficha-suja sabem disso e se aproveitam do fenômeno de memória curta dos brasileiros para voltar em candidaturas futuras, como é o caso do ex-presidente, Fernando Collor.

Porém, uma iniciativa criada pela Grey para o Reclame Aqui gerou o desenvolvimento de um aplicativo (o qual já existia na forma de extensão para o Google Chrome) que detecta políticos envolvidos em denúncias, o chamado Detector de Corrupção. Tal ideia recebeu um prêmio inédito no Cannes Lions 2018, na categoria Mobile.

Por meio da Tecnologia de reconhecimento facial, o aplicativo pinta de roxo o rosto de políticos envolvidos em denúncias de corrupção, basta apenas que o usuário tire uma foto do candidato.

Da imagem capturada de uma fotografia ou de telas de TV/computador, o aplicativo reconhece o político em seu banco de dados e as suas informações, processos e supostas improbidades administrativas que respondem na Justiça aparecem no visor do seu dispositivo, tudo isso de forma gratuita disponível tanto para Android quanto para IOS!.

O aplicativo é um recurso canalizador de informações já disponíveis em instâncias de tribunais como o Supremo Tribunal Federal (STF), Supremo Tribunal de Justiça (STJ), dentre outros. O vídeo (em inglês) publicado pela Creativity - Cannes Lions descreve o impacto da ferramenta.

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Tecnologia Corrupção

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Sobre a Lei nº 135 e o que torna um candidato "ficha suja"?

A Lei Complementar nº 135 (Lei da Ficha Limpa) veio para estreitar ainda mais as condições estabelecidas pela Lei Complementar nº 64 de 1990 na qual se ditava as condições em que um político não teria meios legais de se candidatar.

Com o objetivo de tornar inelegíveis representantes do poder público que cometeram atos ilícitos, tal lei reúne condições que impedem a candidatura de políticos:

  • Que renunciam para fugir de problemas com a justiça, sendo estes impedidos nas próximas duas eleições;
  • Condenados por crimes de várias naturezas;
  • Que foram condenados por qualquer má prática relativa relacionada à administração pública;
  • Que perderam seus cargos por algum delito cometido em exercício do mandato;

STF enfraquece a Lei nº 135

A lei também impõe outras restrições e foi motivo de muita falação entre os parlamentares.

Contudo, algumas ações foram tomadas de forma a enfraquecer tal lei. Diferentemente do que previa anteriormente, em 2016 o STF decidiu que a rejeição das contas do chefe do Executivo só pode torná-lo inelegível se o julgamento da Câmara for realizado, mesmo que o Tribunal de Contas tenha-o rejeitado . Desse modo, com a ausência de julgamento (o qual pode nunca ocorrer), o candidato continua sendo considerado "ficha limpa" e se mantém livre para novas candidaturas.

Tanto a lei quanto o aplicativo são tentativas de diminuir a quantidade de casos de corrupção no meio político. O eleitor consciente tem hoje a seu serviço diversas ferramentas para fazer a sua escolha, o que não o isenta de procurar informar-se e estar atento aos projetos e medidas que seu candidato propõe, assim como sua atividade nos cargos públicos caso exerça ou já tenha exercido atividade anteriormente.

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