A nanotecnologia é uma área da ciência que cada vez mais está sendo incorporada às pesquisas dos laboratórios privados de grandes multinacionais, seja em que área for, e aos estudos acadêmicos nos laboratórios das principais universidades ao redor do mundo. No campo da Informática e da automação essa atuação tende a obter progressos ainda mais impactantes, visto o grande efeito que produtos automatizados exercem na produção e na sociedade em geral.

Esta semana, no Canadá, pesquisadores da Universidade de Alberta divulgaram um estudo no campo da nanotecnologia em escala atômica onde conseguiram desenvolver uma memória capaz de ultrapassar, cerca mil vezes, o desempenho e a capacidade dos mais potentes discos rígidos que conhecemos atualmente.

A nova tecnologia surgiu após anos de cuidadosos e avançados estudos, e das grandes melhorias que o setor de nanotecnologia obteve nos últimos tempos. Segundo a publicação, os novos HDs poderiam ser utilizados, por exemplo, para armazenar mais de 45 milhões de músicas em uma estrutura com tamanho semelhante ao de uma moeda de 1 centavo.

Essa memória atômica em estado sólido, inclusive, permitirá que se compile dados de computador usando até átomos de hidrogênio. Para criar o produto, os estudiosos inseriram uma minúscula peça de silício dentro de um microscópio e a cobriu com átomos de hidrogênio.

Sendo removidos ou substituídos, quase que instantaneamente, os átomos permitiram o desenvolvimento desta memória com forma estável e pequena.

O trabalho ainda destaca que algumas tecnologias parecidas também foram desenvolvidas, mas só funcionariam em condições de temperaturas muito baixas. Segundo Roshan Achal, doutorando de Física da universidade canadense e principal pesquisador do estudo, essas novas memórias, seriam bem mais estáveis ​e resistentes, podendo suportar não só a temperatura ambiente, mas também temperaturas mais altas.

Mundo Real

A atuação da novidade é muito ampla, podendo armazenar simples dados até executar tarefas bem mais exigente. De acordo com Achal, o próximo desafio será elevar as velocidades de gravação e de leitura para que a memória possa ser aplicada de forma mais flexível.

Apesar de ainda ser possível aprimorá-la, e de não estar sendo comercializada em larga escala, a tecnologia já está disponível e pronta para ser usada.

Os cientistas acreditam que se houver os financiamentos adequados, dentro de cinco ou dez anos, a memória seja vendida como um produto de consumo em escala global.

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