Realidade virtual não é só entretenimento. Já existem aplicações em diversas áreas, e uma delas é a medicina . Quem vem se beneficiando muito disso são as crianças. Clínicas, consultórios e hospitais já utilizam os óculos 360° com vídeos especialmente produzidos para este fim.

A simples visão de uma agulha por uma criança já é o suficiente para o choro e a recusa de um procedimento. Esta é a reação imediata, na maioria das vezes, a coletas de sangue, vacinas e punções. Com o óculos 360°, laboratórios e clínicas ganham um grande aliado na persuasão das crianças.

Exame de sangue não é mais um tormento para a criança

Laboratórios já vem adotando o uso de realidade virtual para distraí-las. No laboratório Hermes Pardini, um vídeo curto, de cerca de 2 minutos, é assistido através do óculos 360°. A criança acompanha a história de um super-herói e seus amigos. Coordenado com o movimento da enfermeira passando o algodão e picando com a agulha, o vídeo 360° cria empatia. No momento da picada, um efeito destrói o inimigo do herói e acontece uma vibração positiva pelas imagens.

A maioria das criança se distrai e reage positivamente.

No Laboratório Delboni Auriemo, em São Paulo, a decoração divertida e aconchegante já entretém a criança antes de usar o óculos. O ideal é já existir um ambiente lúdico em que ela não se sinta numa clínica ou laboratório.

Realidade virtual está na luta contra o câncer infantil

Em pesquisa recente realizada pela Fundação Pediátrica de Tumor Cerebral, foi constatado que um fator de agravamento do câncer em crianças é a ansiedade.

A realidade virtual está trazendo soluções para este problema com a série "The imaginary friends society". São vinte vídeos em 360° para serem vistos antes da quimioterapia ou cirurgias. mostrando amigos imaginários que explicam vários procedimentos e aspectos da doença. A criança conhece assim, numa linguagem atraente e acessível, o que é câncer, a radioterapia, a quimioterapia e assim por diante.

As terapias não param por aí. Em Londres, a realidade virtual já traz mais conforto para crianças durante uma ressonância magnética. Um aplicativo explica todo o procedimento e a criança pode treinar a imobilidade em casa, se acostumando com os ruídos da máquina e do procedimento. Mesmo disponível em tablets smartphones, a realidade virtual proporciona a imersão e oferece uma eficiência maior.

Com este aspecto lúdico, a realidade virtual, cada vez mais, tem muito o que colaborar quando se trata de trazer a cura e o bem-estar ao ser humano. Espera-se que haja novas iniciativas, visto que as instituições da Saúde e as startups da área estão se unindo para novas soluções.

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