Alguma vez você já seperguntou: “Eu sou feliz em meu casamento?”. Caso a sua resposta seja não, é bemprovável que essa pergunta passe a rondar seus pensamentos depois de assistir “FelizesPara Sempre?”. O enredo gira em torno de cinco casais, que passam por problemas,como: o esfriamento da relação; a falta de diálogo sobre sexo; a pressão socialpara manter o bom emprego; a difícil aceitação do fim do casamento, devido àoutra pessoa já estar em um novo relacionamento, ou pior ainda, quando sedescobre que esse outro relacionamento já existia antes mesmo do pedido deseparação.

Esses e outros conflitos podem facilmente ser encontrados emcasamentos mundo afora.

A minissérie é umaparceria da Rede Globo com a produtora O2 Filmes, do cineasta FernandoMeirelles (Cidade de Deus), queassina a direção geral dos episódios. Muitos são os aspectos diferenciais de “FelizesPara Sempre?”. A começar pelo roteiro, uma releitura de Euclydes Marinho da suaprópria minissérie “Quem Ama não Mata”, exibida na Globo em 1982, uma das primeirasna TV brasileira a trazer à tona os conflitos dentro do casamento. O texto dessanova versão é rico em diálogos e leva para a tela questionamentos corajosos,como o da personagem Marília (Maria Fernanda Cândido) que se queixa do marido,Cláudio (Enrique Díaz), por ele não fazer sexo oral nela, já ele, a critica pelaspoucas vezes em que ela fez nele, sempre com “cara de nojo”.

Mais do que o corpo esbeltode Paolla Oliveira, “Felizes Para Sempre?” traz a discussão sobre o mito docasamento perfeito.

A minissérie nos faz pensar: “Porque queremos casar?”; “Oamor é o suficiente para nos fazer querer se unir a alguém?”; “O que nos faz manteruma relação falida?”. Por mais que traga essas e outras perguntas, não se tratade um manifesto anticasamento. Justamente por questionar determinados valores atribuídosao matrimônio e, sobretudo, por derrubar o mito do “felizes para sempre”, aminissérie abre os olhos das pessoas para a vida, tornando-as mais realistas paraencarar uma história a dois.

Ao mostrar a falta dediálogo sexual entre casais, a minissérie sugere justamente que haja esse diálogo.Ao apresentar uma mentira dentro do casamento, como na história de Hugo (JoãoMiguel) que descobre ser estéril e que, por isso, não pode ser o pai de Júnior(Matheus Fagundes), sendo enganado o tempo todo pela esposa Tânia (AdrianaEsteves), é evidenciada a necessidade da verdade na relação, pois, parafraseandoum famoso ditado popular: “O que começa mal, vai acabar mal”.

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É encarando o problemade frente que o enfrentaremos com maiores chances de vencê-lo. É com coragem desuperar nossos tabus que iremos nos tornar livres, seja dentro, ou fora de umarelação. Mesmo apresentando clichês característicos das produções detelenovelas globais, “Felizes Para Sempre?” pode ser o pontapé inicial que vocêprecisava para ter aquela conversa com a “tampa da sua panela”, antes que a suapanela “exploda para sempre”.

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