O Globo de Ouro, segundo prêmio mais importante de Hollywood que está em sua 72º edição, acontece hoje (11) e promete uma noite com espaço para produções mais independentes e que não receberam tanta atenção no cinema e na Televisão. As surpresas já começaram quando a premiação revelou os indicados e esnobou grandes nomes para dar espaço para algumas zebras da TV e produções de cinema de baixo orçamento.

Angelina Jolie, por exemplo, está constantemente nos tapetes vermelhos de premiações e esse ano poderia concorrer por sua direção do filme "Invencível".

O filme de época foi financiado pela Universal, mas foi totalmente ignorado pelo Globo de Ouro ao não receber indicações a melhor drama ou melhor direção. Já Clint Eastwood, diretor já renomado e premiado, não teve nenhuma menção entre os indicados de 2015, mesmo que quatro filmes seus tenham sido indicados na última década.

Os grandes nomes podem ter sido esquecidos pela premiação, mas a premiação deu vez às produções independentes e sem tanto orçamento em vez de nomes badalados e presença quase certa entre os indicados de cada ano.

Todos os filmes com maior número de indicação são independentes: "Birdman" (Alejandro González Iñárritu), "O Jogo da Imitação" (Morten Tyldum) e "Boyhood" (Richard Linklater). Juntos, os três somam 17 indicações. 

O filme biográfico de Martin Luther King, "Selma", que tem direção da desconhecida Ava Duvernay ganhou quatro indicações. O seu orçamento foi de US$ 20 milhões. Para se ter uma ideia, isso é apenas 13% do orçamento de "Interestelar", dirigido por Christopher Nolan e com elenco estrelado que só recebeu indicação a melhor trilha sonora.

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Já a modesta produção do Reino Unido sobre ativistas gays na década de 80, "Pride", foi uma verdadeira surpresa ao receber indicação de melhor comédia ou musical do ano.

Isso é algo inédito para a Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood. A associação que organiza o Globo de Ouro é criticada com frequência por ter uma atitude condescendente com Hollywood e sempre optar por indicar nomes famosos e populares em vez de talentosos de fato. Exemplo disso aconteceu em 2011, quando "O Turista" e "Burlesque", dois filmes que não agradaram em nada a crítica e o público, receberam indicações para melhor comédia ou musical.

E as surpresas também aconteceram nas categorias televisivas, embora isso seja mais comum no Globo de Ouro. As concorrentes a melhor série de comédia, por exemplo, são quase todas novatas: "Transparent" (produção da Amazon), "Jane the Virgin" e "Silicon Valley" estão na disputa com as elogiadas (embora não tanto premiadas) "Orange Is The New Black" e "Girls".

Presenças constantes e onipresentes como atores de "Modern Family" e Jim Parsons ("The Big Bang Theory") foram esquecidos esse ano. Eles deram lugar a outras séries elogiadas e mais desconhecidas, como "Nurse Jackie", "Shameless" e "Louie".

Na categoria de drama, as constantes presenças de "Homeland" e "Mad Men" também foram esquecidas para dar lugar para a nova "The Affair". Na categoria, a série "House of Cards" da Netflix é uma das favoritas. 

O Globo de Ouro 2015 acontece hoje, 11 de janeiro, será exibido pela TV fechada brasileira no canal TNT a partir das 22 horas e será apresentado novamente pela dupla Tina Fey e Amy Poehler, que fez sucesso em anos anteriores.

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