Em uma conversa na terça-feira, dia 3, Douglas revelou que agrediu uma moça quando tinha vinte anos. Aliás, Douglas contou que bateu na jovem mais de uma vez. De acordo com o motoboy, a moça começou a persegui-lo quando ele resolveu terminar o namoro. Uma das agressões foi quando ela cuspiu bebida na cara dele, durante uma festa de família realizada na casa dela. Ele deu um soco no rosto dela e ela caiu desmaiada.

Em outra situação, o brother voltava com alguns amigos da balada quando viu a moça em uma praça.

Resolveram parar e no meio da conversa ela começou a ameaçar que o queimaria com cigarro. Ela apagou o cigarro na perna dele e ele reagiu "quebrando" a cara dela. O relato do motoboy causou bastante espanto nos seus companheiros de confinamento.

Douglas afirmou que tem consciência de que seu ato foi errado, mas que se fosse chamado a uma delegacia, assumiria os seus erros sem problemas. Ao citar a Lei Maria da Penha, ele disse que se apresentaria na delegacia caso ela desse queixa, ficaria preso por um mês e pagaria cesta básica, afinal, seria o preço a se pagar por ter perdido a paciência.

A atitude de Douglas pode ser considerada um desserviço à sociedade, pois não se trata de assumir as consequências do erro, mas fazer com que a situação de violência não aconteça. No Brasil, estima-se que 3 de cada 5 mulheres jovens já tenham sofrido violência física em seus relacionamentos.

A questão da violência contra a mulher vai muito além de prender o agressor ou não. Pensar como Douglas é ignorar que a agressão deixa marcas que o tempo não pode apagar e cumprir as pendências com a justiça não diminui a responsabilidade pelo ato.

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Mesmo com todos os avanços que foram alcançados a partir da Lei Maria da Penha, ainda há muito que se conquistar. Atualmente são contabilidades mais de 4 mil assassinatos para cada 100 mil mulheres no Brasil, colocando o país em 7º lugar no ranking mundial desse tipo de crime. São estatísticas que não nos causam orgulho e que temos que lutar para conseguir mudar.

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