O ator Lázaro Ramos foi convidado para ser mediador do evento Discriminação Zero, que está marcado para o dia 30 de junho. O marido de Taís Araújo foi indicado pela Rede Globo para a função, mas ao ser procurado pela equipe que está responsável pela produção do seminário, foi bastante direto e não mostrou estar empolgado com o evento. Em ligação, ele disse que a emissora estaria obrigando-o a participar do seminário. No mesmo dia, a assessoria do ator entrou em contato com os organizadores e desconfirmou a presença dele no dia 30.

O Discriminação Zero é uma parceria da ONU com o Tribunal do Rio, e vai falar sobre direitos no geral, independente de orientação sexual, etnia ou gênero.

No site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e em outros portais que falam sobre o encontro, o nome do ator ainda aparece como mediador, ao lado de outros nomes conhecidos no estado como o senador Romário, a criadora da Fundação Viva Cazuza, Lucinha Araújo e o coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson que também vão participar do encontro.

Um ano antes da Copa do Mundo no Brasil, a Globo também havia indicado Lázaro Ramos para uma função de destaque, mas na ocasião quem decidiu não acatar o pedido da emissora foi a FIFA, entidade soberana do futebol. Ignorando o pedido da Globo, as reclamações, denúncias de racismo e ameaças de boicote, a FIFA não quis colocar o casal negro Lázaro Ramos e Camila Pitanga no comando da cerimônia de sorteio de grupos do Mundial, e os substiuiu por pelos atores e apresentadores, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert.

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A solenidade foi realizada no estado da Bahia, local onde o ator Lázaro nasceu e estado brasileiro onde se concentra o maior número de negros no país. A FIFA não conseguiu ou quis perceber o quanto seria importante ter um evento mundial sendo apresentado por dois negros no Brasil, país que aboliu a escravidão século XIX e que faz dos jovens negros 77% das vítimas de homicídio em pleno século XXI.

A FIFA preferiu o casal loiro, ninguém se opôs, e apenas 2 anos depois, o ator Lázaro Ramos diz que se sente obrigado a lutar e comparecer a um evento que discute e defende o respeito, direito e a dignidade ao povo brasileiro.

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