As atividades ilícitas do genro do rei Juan Carlos, Iñaki Urdangarín, tomam conta das manchetes. Diversas ocorrências acontecem desde 2011 com seu conhecimento. O que acontece debaixo do manto da realeza não pode mais ser "esquecido". Atividades ilegais, infidelidade e aventuras do rei tem repúdio do público.

As monarquias persistem na Europa, algumas produzem boas notícias, como a realeza de Mônaco, mas, a exemplo do que acontece na Inglaterra, parece que o encanto está chegando ao seu final.

O rei já foi considerado o monarca mais popular, sendo considerado um herói popular. Acontecimentos envolvendo a família real colocam em xeque esta posição e fazem com que seu prestígio caia a níveis que podem levar à sua abdicação. Analistas consideram a possibilidade do final de uma das monarquias europeias mais tradicionais. Se houver sua continuidade o príncipe Felipe já sente-se mais próximo ao trono. Lideranças políticas consideram que ele está preparado.

Os casos polêmicos dos familiares são desnudados para o público.

A sua filha Cristina está envolvida em um escândalo de fraude fiscal. O marido da princesa é acusado de enriquecimento ilícito Comprova-se que o rei sabia dos acontecimentos.

A notícia que o neto deu um tiro no próprio pé já demonstra o desajuste familiar. A viagem do rei para caçar elefantes no Botswana, na qual levou sua amante de longo tempo (Zu Sayn-Wittgenstein) provocou revolta e o forçou a pedir desculpas ao povo espanhol. A tradição de deixar a família real em paz, como acontecia com pequenos escândalos e abusos sexuais de seus componentes é abandonada.

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Famosos

Esta posição começa a mudar a partir de 2011. A corrupção que envolve Cristina, que é intimada pela justiça, parece ter esgotado a paciência dos espanhóis. O ex-jogador de handebol, marido da princesa, envolveu o nome do rei. Este acúmulo de desajustes colocou em destaque a família real e trouxe a público a discussão de termos como abdicação, referendo à monarquia e o estabelecimento da república. Em todas estas discussões o rei é colocado no centro da controvérsia.

Pilar Eyre, famosa após publicar o livro "a solidão da rainha" onde se desnuda a biografia não autorizada da rainha Sofia da Grécia, a rainha-consorte da Espanha, considera que estes movimentos apontam para Felipe, como a última esperança e possibilidade da continuidade da monarquia.

Após amainar a revolta ao pedir desculpas, a revelação apresentada no El Mundo que a fundação Nóos que era apoiada pela casa real, teria desviado milhões de euros de fundos públicos. O esquema fraudulento foi revelado por Diego Torres, antigo sócio do genro do rei. A partir das denúncias ele passou a ser excluído de todos os atos públicos da realeza. O clima é de expectativa sobre a evolução das consequências do escândalo.

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