“Minha Brasília amarela/ Tá de portas abertas/ Pra mode a gente se amar/ Pelados em Santos.” Há 20 anos o Brasil parava para cantar aquela que ficou conhecida como a Música mais famosa dos Mamonas Assassinas. No entanto, onde foi parar o veículo popular que inspirou a banda guarulhense e marcou toda uma geração?

Utilizada no clipe que eternizou a canção, “Pelados em Santos”, o exemplar da Brasília amarela foi, após a morte da banda em um trágico acidente de avião, em 1996, leiloado no programa do apresentador Gugu Liberato.

Depois disso, seguiu-se um hiato, com polêmicas aqui e acolá. Mas o mistério foi desfeito no último fim de semana.

Durante entrevista ao programa Domingo Show, da Rede Record, no último domingo (21), Hidelbrando Alves, que é pai do vocalista Dinho, apresentou ao público um bem conservado veículo de rodas da marca Gaúcha, com placas CFW-7948. Sim, estava ali a emblemática Brasília amarela.

Alves contou ao apresentador Geraldo Luís que, após o acidente aéreo que matou todos os cinco integrantes da banda, Gugu, então do SBT, propôs reformar e leiloar o veículo, o que causou muita repercussão, à época.

LICENCIAMENTO VENCIDO

Depois disso, o pai de Dinho revelou que o veículo foi arrematado e levado para o Rio de Janeiro. Foi então que começou a saga da Brasília amarela. Conforme Alves, o proprietário acabou não licenciando o carro, que foi apreendido pela polícia rodoviária. “Ficou uns dez anos presa”, confirmou.

No ano 2000, a imprensa nacional trouxe a notícia de que a relíquia dos Mamonas iria, novamente, a leilão, em Botafogo, zona sul fluminense. O lance mínimo do veículo, ano 1977, era de R$ 5 mil.

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Não há confirmação se foi nesse certame que a família de Dinho conseguiu reaver o veículo.

Já com a posse do carro, Alves contou que foi um longo processo para restaurar o carro, a fim de deixa-lo com as mesmas características da época do clipe. “Ficamos uns três anos para comprar essas peças”, disse. Atualmente, a Brasília amarela está em um sítio da família, em Itaquaquecetuba (SP), que também guarda outros objetos e lembranças da banda.

QUANTA SAUDADE

A carreira meteórica dos Mamonas Assassinas durou menos de um ano, mas deixou a marca de 3 milhões de cópias vendidas do seu único álbum.

O quinteto misturava rock e influências populares, como forró, brega e pagode. O fim trágico tem como data símbolo o dia 2 de março de 1996, quando o jatinho que transportava a banda chocou-se contra a Serra da Cantareira. Ninguém sobreviveu.

Que o internauta não se espante, mas não faltarão vídeos e postagens na internet de pessoas garantindo que são proprietárias da Brasília amarela dos Mamonas. É que, após o fim da banda, o veículo se popularizou ainda mais, como também réplicas dele, que deixou de ser fabricado pela Volkswagen ainda na década de 1980.

O que não teve fim foi o carinho pelos meninos de Guarulhos, que estarão para sempre na memória de milhares de fãs.

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