Adaptação do livro "Me Before You" (Como eu era antes de Você), de Jojo Moyes, que vendeu mais de seis milhões de exemplares, o #Filme estreia no próximo dia 16 no Brasil. Com Sam Claflin ("Simplesmente Acontece") e Emilia Clarke ("Game of Thrones") como protagonistas, o longa é uma das estreias mais aguardadas do ano. 

Claflin é Will Traynor, um empresário rico e aventureiro que é atropelado por uma moto - o acidente o deixa quadriplégico. Emilia é Louisa Clark, uma garota simples que nunca saiu do interior e tem um namorado que só pensa em atividades físicas.

Depois de perder o emprego em um café, ela aceita o trabalho de cuidadora de Will.

Tudo parece estar indo bem, até que ela descobre que Will planeja ir para uma clínica de suicídio assistido na Suíça. Apaixonada, Lou começa a traçar planos para que Will mude sua decisão. 

filme levanta discussões sobre amor, deficiências, escolhas e suicídio assistido.

GRUPOS DE DIREITOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PROTESTAM CONTRA O FILME

Membros do grupo "Not Dead Yet" (Não Morto Ainda) protestaram no tapete vermelho da estreia do filme em Nova Iorque, no dia 23 de maio. Eles falaram com a imprensa sobre seu desconforto em relação ao enredo do filme. 

Liz Carr, atriz e ativista com necessidades especiais, disse ao "Buzzfeed News": "Este filme é ofensivo para as pessoas com necessidades especiais, a maioria delas quer viver - não morrer. Nossas vidas e as dos nossos entes queridos não são presas em tragédia como retratado no filme".

"A mensagem do filme é que deficiência é uma tragédia e pessoas com deficiência são melhores mortas", disse Ellen Clifford. 

O grupo postou em seu Twitter: "Como eu era antes de Você não é um romance.

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É um insulto às pessoas com deficiência. 'Nossas vidas não são trágicas, patéticas e miseráveis. O filme é'".

EMILIA CLARKE FALA SOBRE OS PROTESTOS

Emilia Clarke disse ao "The Guardian: "Eu acho que o filme é um filme de Hollywood, mas eu acho que o que estamos mostrando é algo que tomamos muito cuidado, com Jojo estando lá, porque ela escreveu o livro primeiro, então essa é a história que nós deixamos. Fomos muito cuidadosos com a maneira como queríamos apresentar as coisas. E estamos mostrando uma situação, não estamos mostrando uma opinião."

E completou que "nunca foi nossa intenção" deixar grupos de pessoas com deficiência chateadas.

DIRETORA THEA SHARROCK FALA SOBRE A INTENÇÃO DO FILME

Thea disse ao "Observer" que o filme ofereceu uma chance das pessoas darem uma pausa e refletirem sobre o real valor da vida. "Eu quis me apegar ao tema universal da simples e ainda maravilhosa maneira que essas pessoas se apaixonam, enquanto crio um espaço para as pessoas pensarem sobre o que realmente importa."

Após o lançamento do filme, Thea deu uma entrevista ao "The Guardian" na qual disse: "Meu neto está em uma cadeira de roda e eu espero que fique contente em ver isso mostrado de uma maneira que não deixe o público tão desconfortável. Se tivéssemos mostrado Will sendo colocado e tirado da cadeira, ou colocado em um guindaste para banho, a impressão que daríamos é de dificuldade. Eu quis fazer isso mais normal."

Sobre o suicídio assistido, ela disse que eles não queriam ser omissos em ambos os lados.

"Há alguns poucos casos conhecidos em que pessoas fizeram essas escolhas. e em enfermarias pessoas conheciam pacientes que fizeram isso também. Eles foram capazes de dizer que eles entenderam, mas essa não era a história deles."

#Cinema #Literatura