O maior serviço pago de streaming de filmes e Seriados, Netflix, está com planos futuros para liberar a plataforma para ser utilizada sem internet. Os usuários da Netflix esperam há anos pela liberação de recursos offline, ou seja, dessa forma eles poderiam baixar e salvar o conteúdo e assistir em qualquer lugar, ainda que não tenham acesso à internet. A medida aumentaria a competitividade do streaming com os sites pagos – ou clandestinos - que disponibilizam download, e outros concorrentes, além de aumentar a satisfação de seus clientes.

Em entrevista cedida ao Light Reading (via Techtudo), o diretor da Penthera, Dan Taitz, afirmou que a previsão de lançamento dessa atualização da plataforma é para antes de 2017. A Penthera é uma companhia voltada para o desenvolvimento de software que solucionam e facilitam o acesso ao conteúdo de vídeos por streaming por meio de redes sem fio.

"Conseguimos informações de nossas fontes seguras da indústria que a Netflix está encaminhando o lançamento deste produto [...] A esperança é que no segundo semestre deste ano, a Netflix esteja disponibilizando downloads como uma alternativa", finalizou Dan.

A Netflix chegou a divulgar, recentemente, os frutos financeiros da companhia e respondeu perguntas a respeito do futuro do serviço, e apresentou seu modelo de mercado para os acionistas. O CEO, Reed Hastings afirmou que se mantiveram com a mente sobre oferecer a opção de download. Os rivais YouTube Red e Amazon Prime Video já oferecem a função de reproduzir conteúdo offline.

O CEO esclareceu que a prioridade da empresa era melhorar ao máximo a função “clicar e assistir”, pois a internet não possui distribuição igualitária em todos os países.

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Expandindo a área de cobertura da plataforma no início de 2016, em cerca de 130 países, a Netflix observou a discrepância no fornecimento de internet em certas regiões, e como o acesso pode ser precário – e por isso menos rentável – em determinados locais.

Vale citar que, ao longo dos anos, o discurso da empresa foi se modificando. O diretor de comunicações, em 2014, enfatizou que jamais distribuiria acesso offline, pois acreditava que em meia década Wi-Fi pública seria facilmente encontrada. Já em 2015, o diretor de produto, Neil Hunt, explicou que a companhia hesitava porque descaracterizaria o serviço e tiraria a simplicidade do mesmo.

De acordo com Hunt, fazer um download não seria tão instantâneo e que seria necessário ter memória suficiente no dispositivo e talvez não fosse tão vantajoso para o usuário. E agora, este ano, a Netflix já pretende começar o processo de mudança no streaming.

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