Num momento de tamanha tristeza e comoção, não existem pessoas mais ou menos importantes, porém a história do goleiro Danilo tem comovido muita gente, pois a princípio o atleta estava entre os sobreviventes e algumas horas depois anunciaram que ele não havia resistido aos ferimentos. Já no fim desta trágica semana, sua mãe, dona Ilaídes, comoveu o mundo com o abraço dado no jornalista Guido Nunes, um gesto tão simples, mas de um significado e uma grandeza inexplicável.

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Conheça a trajetória do Goleiro Danilo

De acordo com pessoas próximas, desde muito jovem todos sabiam que sua vocação era ser goleiro. "Nós tivemos que trabalhar, mas ele se destacou também no futsal e logo chegou aos times de base do Cianorte. Da base para o time titular foi um pulo" contou Sérginho Feitosa, um dos amigos de infância.

O começo de sua vida como goleiro profissional foi no Cianorte (2003-2005), passou pelo Engenheiro Beltrão (2006), voltando no mesmo ano ao Cianorte (2006-2007).

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Em seguida foi para o Nacional Atlético Clube (2008), e depois para o Paranavaí (2009). Esteve ainda no Operário de Ponta Grossa (2009-2010), indo depois para o Arapongas(2010-2011). Seu último time paranaense foi o Londrina (2011-2013).

Em novembro de 2013, Danilo assinou com a Chapecoense. Desde o início já mostrou seu talento, auxiliando em sua escalada para a série A do Campeonato Brasileiro.

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Futebol

Em janeiro de 2014, assinou definitivamente com a Chape, tornando-se titular em abril daquele ano. De acordo com o próprio Danilo, este havia sido o ano mais feliz de sua vida. "Nasceu meu filho, enfrentei grandes clubes do Futebol brasileiro e recebi muito apoio dos torcedores”, disse o goleiro em entrevista.

Apenas 9 dias antes da tragédia que tirou sua vida (20/11), Danilo completou 150 partidas oficiais pela Chapecoense, sendo que destas, 100 foram na série A. O atleta estava com contrato assinado até o final de 2018.

Como títulos, podemos listar:

– Campeonato Catarinense (2016)

– Taça SC (2014)

– Campeão do Interior pelo Londrina (2013)

– Campeão do Interior pelo Cianorte (2004)

Na lista de conquistas pessoais do goleiro, estão:

– Goleiro menos vazado do Campeonato Catarinense (2016)

– Acesso para o Campeonato Brasileiro da Série A (2013)

– Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense (2013)

– Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense (2012)

– Goleiro menos vazado do Campeonato Paranaense (2011)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2011)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2010)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2009)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2008)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2006)

– Acesso para a Primeira Divisão do Paraná (2003)

Danilo: atleta, filho, irmão, marido, pai

Filho de Alaíde Celine Padilha e Nilson Padilha, tinha uma irmã chamada Daniele que, em homenagem ao irmão, tatuou um desenho seu nas costas, com a camisa 1 e uma auréola, como um anjo.

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O último familiar a falar com Danilo foi o pai, que disse que ele sempre ligava quando ia viajar, mas desta vez a mãe não estava em casa. Sua esposa Letícia estava muito abalada durante a espera para o velório do marido, não queria deixar a Arena Condá e passou este tempo tomando calmantes.

O filho Lorenzo era um dos amores e orgulho de Danilo. Era presença constante nos treinos e virou queridinho dos colegas de trabalho do pai.

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O filho nasceu um pouco antes do esperado, a esposa ligou para avisar quando Danilo estava em concentração para o jogo em que o time teve sua primeira vitória na série A. "O Lorenzo me trouxe muita sorte" contou o atleta.

Segundo o fotógrafo Adalto Santana, amigo do pai de Danilo, “ele nunca mudou, continuou sendo uma pessoa simples, que dava atenção a todo mundo e não esqueceu os velhos amigos”.

Descanse em paz Marcos Danilo Padilha. E lá do céu brilhe por sua família.

Este é o primeiro texto de uma série que falará sobre as vítimas fatais e os sobreviventes da tragédia ocorrida com a Delegação da Chapecoense, em sua ida para a final da Copa Sul-Americana.

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