Pela primeira vez em quase um século de publicação, a Vogue Paris vai executar uma capa com uma modelo trans. E, para fazer as honras, uma jovem modelo brasileira do Ceará - Valentina Sampaio. A impressionante morena já é a primeira porta-voz transgênero da L'Oréal Paris no Brasil.

Sampaio iniciou a sua carreira na escola de Moda de Fortaleza, no Ceará. Embora ela não tenha sido uma modelo no início, o seu primeiro show de pista foi um sucesso.

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Além disso, ela atribui o sucesso a outras modelos transgêneros que pavimentaram o caminho antes dela. Não só as internacionais como Hari Nef e Geena Rocero, mas naturalmente famosas modelos transgêneros brasileiras, incluindo Lea T e Carol Marra. Para Sampaio, a modelagem é uma ótima maneira de quebrar as barreiras sociais e informar às pessoas sobre a realidade de ser transgênero. "Acredito que a moda é um instrumento que derruba barreiras e empenho-me em trazer informações onde quer que a moda leve-me.

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Agora, o objetivo é educar as pessoas para que possamos ter um mundo mais justo e melhor", disse Sampaio.

E a Vogue Paris concorda com ela. A coluna editorial de Emmanuelle Alt, no número do mês de março, descreve indivíduos transgêneros como "o símbolo final duma rejeição da conformidade". Além disso, modelos como Sampaio são "ícones que a Vogue suporta e escolhe celebrar".

Trans e orgulhoso

Numa entrevista para Glamour Brasil, Sampaio diz que nunca enfrentou discriminação por ser transgênero.

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Ela disse que, desde pequena usava cabelos compridos e sempre recebeu elogios em seus panos apertados e shorts curtos. O seu pai, um pescador, e a sua mãe, uma professora, sempre a apoiaram por ser quem ela é. Quando tinha 8 anos, a sua mãe a levou a um psicólogo, que determinou que Sampaio era transgênero. Quando tinha 12 anos, decidiu se chamar Valentina.

Na puberdade, os seus níveis hormonais já eram altos.

"Eu não tinha pelos, no meu corpo e os meus seios começaram a crescer naturalmente", lembra Sampaio. Por enquanto Sampaio ainda não foi submetida à cirurgia de reatribuição de macho para fêmea, o que espera fazer em breve. "Eu quero fazê-lo na Tailândia, onde a cirurgia é muito avançada", diz Sampaio.

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