Parecia bem o enredo de um filme de suspense cujo cenário se passa na Inglaterra: muita especulação, um mistério silencioso e soturno, uma investigação (que, agora será suspensa diante da revelação da ‘causa mortis’) e a típica espera e fleuma inglesas na busca do resultado certo e perfeito.

A equipe médica de Oxofordshire anunciou na última terça-feira (07/03/2017) que o cantor George Michael morreu de causas naturais. Na verdade, o Mundo foi pego de surpresa durante o dia de Natal de 2016, quando George foi encontrado sem vida pelo seu companheiro, Fadi Fawaz.

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Concluiu-se que a morte foi provocada por uma insuficiência cardíaca onde, os legistas constataram dois problemas no coração do artista: a primeira é um problema no músculo cardíaco e a segunda é a existência de uma inflamação. Outro fator apontado pela equipe foi a presença de gordura excessiva no fígado. No entanto, há de se frisar que essa doença é relativamente comum nos tempos atuais.

De acordo com o legista Darren Salten, não há a necessidade de se estender uma investigação mais aprofundada ou mesmo de instaurar um inquérito sobre a morte do cantor, devido a essas informações serem incluídas no relatório final.

Recapitulando

Alguns dias após o óbito, o jornal “Daily Telegraphy” especulou que George teria tido uma recaída com drogas, ingerindo cocaína e heroína. Simultaneamente a esses boatos, o amigo do cantor, Michael Lippman afirmou que a causa decorria de problemas no coração. Também não se descartou a hipótese de suicídio, já que o artista britânico teria tentado se matar mais de uma vez. Segundo algumas mensagens publicadas nas redes sociais por seu namorado (Fawaz), George Michael era uma pessoa depressiva.

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Seguindo

Com o diagnóstico da morte identificado, o corpo do cantor pode ser velado e enterrado: a vontade da família do cantor é que a cerimônia ocorra privadamente.

O mais provável é que os restos mortais sejam depositados no mesmo túmulo da mãe de George Michael, localizado no cemitério de Saint James, em Londres.

Após tanta expectativa, o filme termina com aquela característica das personagens inglesas ao resolver mais um caso. Uma cara de indiferença, quase cínica e sisuda, exclamando que o final foi “elementar, meu caro Watson”.