Tatá Werneck estreou em abril mais um talk show na Televisão brasileira, mas como é de se esperar da comediante, seu “Lady Night” não segue a risca a fórmula deste tipo de programa. Apesar de em seu programa poder se encontrar todos (ou quase) todos os elementos deste formato. Estão lá a banda, as canecas e o sofá.

Pode se gostar ou não da atriz, mas não se pode acusá-la de não ousar em seus trabalhos, ancorada por bons textos, o programa traz também como ponto forte a presença de Daniel Furlan, um ótimo comediante e não muito conhecido pelo grande público.

A atriz segue fiel ao seu estilo anárquico em que não se leva a sério em nenhum momento e que faz perguntas totalmente absurdas para os seus convidados, que em grande parte das vezes são além de artistas famosos de diversas áreas, também são seus amigos pessoais, como a própria apresentadora faz questão de não esconder este fato.

Esta particularidade tem como vantagem fazer com que a apresentadora fique à vontade com seus entrevistados, ao mesmo tempo em que faz com que a atriz possa cair na armadilha de limitar suas entrevistas a apenas celebridades conhecidas do grande público e também aos seus amigos pessoais.

Também é visto no programa o reaproveitamento de alguns esquetes de seus programas anteriores da época da MTV e em programas do próprio Multishow como o bom “O estranho mundo de Renatinho”. Programa em que também estava presente o comediante Marco Gonçalves que podia ser visto no antigo “Agora é tarde” com Rafinha Bastos.

Grande destaque do programa é o quadro “Entrevista com o especialista” em que Tatá Werneck leva ao programa um especialista em determinada área, que na maioria esmagadora das vezes não tem nada a ver com a área de atuação do convidado do dia, e faz perguntas absurdas para o profissional da especialidade.

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O que rende gargalhadas da plateia, do especialista e é comum até mesmo a apresentadora não conseguir conter o riso. “Mediunidade da Tatá” é o quadro em que a apresentadora “adivinha” as respostas dos entrevistados.

Mas a forma de interação escolhida pela atriz para conduzir suas entrevistas, traz riscos para ela, ao fazer com que o entrevistado saia da sua zona de conforto em apenas responder ao que lhe for perguntado. Isso faz com que certas entrevistas não rendam como o esperado, como foi o caso da funkeira Ludmilla e da cantora sertaneja Paula Fernandes.

Tatá Werneck investe muito na parte musical do programa, e é comum fazer improvisos musicais junto com o convidado e também com o comediante Marco Gonçalves, e termina sempre o programa com um número musical em que ela canta com o convidado. Mas esta é a parte em que a atriz deveria tomar mais cuidado, pois apesar de talentosa, o canto não é uma das suas melhores qualidades.

O programa é bom, tem mérito por não se acomodar em um formato já consagrado e tenta ser original em meio a tantos outros bons talk shows que temos atualmente na televisão brasileira, e tem obtido boa repercussão do público, como pode ser visto nas redes sociais, e com o tempo a tendência é fazer alguns ajustes para melhorar os pontos fracos.

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