Um das piores tragédias sociais que acaba cobrando um alto preço de todos, inclusive dos que não estão envolvidos diretamente no problema, é a desagregação de uma família, seja por qualquer motivo. São perdidos sentimentos, valores, sorrisos, alegrias; enfim, perde-se muitas vezes a própria vida.

Foi nesse contexto de notícias quentes e tragédias que viveu a atriz famosa e escritora Maitê Proença, durante a adolescência.

No último dia 21 de agosto, segunda-feira, ela foi responsável por emocionar muito a plateia que se encontrava presente assistindo a abertura da 8ª temporada da 'Semana da Justiça pela Paz em Casa', que foi sediada no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro).

Muitos dos que estavam ali foram às lágrimas quando Maitê relembrou uma tragédia extremamente dolorosa que ela presenciou quando tinha 12 anos de idade, a saber, o assassinato da mãe com 16 facadas desferidas pelo próprio pai dela.

A famosa fez questão de frisar que não é nada agradável ficar relembrando essa tragédia, até mesmo porque o lar dela na ocasião era um lugar de Felicidade, habitado por uma família exemplar.

Tanto é assim, que ela teve a chance de aprender a tocar vários instrumentos, pode praticar esportes e se tornou fluente em alguns idiomas. A vítima, mãe de Proença, tocava piano de cauda e o pai da atriz, o assassino, ao chegar em casa pela noite, se esmerava em contar histórias e fábulas mitológicas.

Após o homicídio da mãe, o ex-marido morou numa chácara e por fim, num hospício. Maitê revelou que um certo dia indagou ao pai o motivo dele ter matado a mãe com uma faca e não com um revólver, mas a resposta foi a mais estranha possível, uma vez que o homem respondeu que a faca era um prolongamento do corpo dele.

Maitê foi a convidada especial do TJ devido a sua triste vivência de uma perda irreparável e o pior, pelas mãos de uma pessoa acima de qualquer suspeita.

O pai da estrela chegou a ir a julgamento em duas ocasiões distintas, porém foi absolvido em ambas as vezes com o auxílio do depoimento da própria filha, que temia que o pai se suicidasse.

Proença disse acreditar que o pai não era um assassino, mas que ele cometeu um único ato de loucura, que foi sendo cultivado gradativamente por meio de alguma neurose.

Para a atriz, a sua mãe não foi cautelosa o bastante para prever um rompante do marido que sempre foi um homem muito rígido, ou seja, na realidade, faltou um componente de ligação entre os membros da família de Maitê, o que acabou marcando definitivamente o futuro de todos por causa da Violência doméstica.

Durante o encontro na Cidade do Rio de Janeiro, Maitê disse que todo ato de violência tem de ser analisado e que os membros da família afligida têm de clamar por ajuda.

No caso da família dela, um dos irmãos acabou morrendo de tanto beber, o outro se meteu com drogas pesadas e o pai conseguiu por fim o seu intento, que era se matar.

A única sobrevivente desse caos pessoal foi a própria Maitê Proença, e ela teve a coragem de admitir que passou muitos anos perguntando se a vida tem valor, em clara alusão às pessoas que são as grandes vítimas da violência.

A título de informação, provavelmente acontecerão 1,5 mil audiências no TJ-RJ, na denominada "Semana da Justiça pela Paz em Casa", que se encerrará no dia 25 deste mês, sexta-feira.

Milton Fernandes de Souza, que é o presidente do TJ, na solenidade de abertura falou que está muito preocupado com o tema violência doméstica no país.

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