Nesta última quarta-feira, 23, a apresentadora do SBT Mara Maravilha, que junto com Mamma Bruschetta, Leão Lobo, Décio Piccinini e Léo Dias, apresenta o programa "Fofocalizando", que vai ao ar todos os dias na faixa da tarde, fez um comentário que foi considerado bastante infeliz pelos telespectadores e militantes das causas LGBT.

Ao comentar sobre os últimos capítulos das novelas, chegou-se em "A força do querer", da TV Globo, que esta exibindo a transformação do personagem Ivan, que antes era Ivana. Trata-se de um homem trans que está se descobrindo e se aceitando, através do processo de mudança de físico. Esta semana, por exemplo, a personagem cortou os cabelos num estilo masculino, e passou a usar roupas de homem.

Ao exibir as imagens da transformação, Mara Maravilha disparou que Deus havia feito homem e mulher, através de Adão e Eva. E ainda tirou sarro ao dizer que agora era "Adão e Ivo", numa referência a casais gays e trans. Ela chegou a dizer que a situação devia ser respeitada, mas acabou remendando com outra afirmação infeliz, de que "para procriar", ainda era necessário que se fosse homem com mulher, e vice-versa, reproduzindo um discurso considerado homofóbico, de que, por não haver a possibilidade de procriação biológica entre seres do mesmo gênero, a relação não é bem-vista. Discurso, inclusive, bastante reproduzido pelos religiosos mais tradicionais.

Ontem (24), no entanto, a apresentadora decidiu se retratar durante o programa [VIDEO], depois que recebeu uma enxurrada de críticas nas redes sociais, que a acusaram de trans e homofobia.

No "Fofocalizando", Mara disse que chegou a "chorar muito" com as críticas disparadas contra ela. Nesse momento ela começou a chorar ao vivo. E pediu perdão pelos comentários, afirmando que a intenção dela era "ser sincera" com seus sentimentos, concluindo com um "Não sou homofóbica!".

Ela justificou seu posicionamento, também, por sua função ocupada no programa, de comentar notícias. Segundo a apresentadora, ela não sabe "representar", e se disse bastante incomodada com o fato de estar sendo chamada de homofóbica e intolerante. Mamma Bruschetta e Léo Dias, que dividem o programa com Mara, disseram que estavam do lado da apresentadora, e garantiram que ela não era homofóbica. Leo chegou a dizer que a opinião dela deveria sim ser respeitada.

Mara Maravilha é apresentadora desde a década de 80, foi cantora gospel, e se diz evangélica, embora o segmento gospel não veja com bons olhos diversas funções que ela exerce, como por exemplo ter um programa de Fofocas.