O quarto episódio da sétima temporada de Game of Thrones, "The Spoils of War", exibido pelo canal pago HBO no último domingo, 6 de agosto, está sendo considerado por muitos o melhor da temporada, que contará com apenas mais três episódios. Já a próxima terá 6.

O fatídico episódio começa justamente nos despojos de guerra que o intitulam e é aí que ocorre a maior parte da ação na sua reta final. Jaime Lannister (Nikolaj Coster Waldau) e Sor Bronn (Jerome Flynn) discutem acerca do castelo prometido a Bronn, que após receber um saco de ouro está insatisfeito. Cersei (Lena Headey) conversa com o representante do Banco de Ferro e aparenta estar entediada, muito mais preocupada com o vinho.

O Caos é uma Escada

Um cena assustadora e de muito destaque é quando Brandon Stark (Isaac Hempstead-Wright) responde a uma determinada questão de Petyr Baelish (Aidan Gillen), o Mindinho, com a frase "O caos é uma escada". A frase é originalmente dita pelo próprio Petyr Baelish em um episódio da terceira temporada a Varys (Conleth Hill), em uma ocasião em que ambos estavam sozinhos e não havia como alguém, além dos dois, saber essa frase.

Além disso, não havia como Varys ter entrado em contato com Bran.

Bran e Meera Reed (Ellie Kendrick) se despedem de maneira fria por parte de Bran, logo após a saída de Mindinho. Ela inicialmente se mostra indignada pela maneira que Bran agradece, sendo que o irmão dela e o próprio Hodor tinham perdido suas vidas por ele. Mas ela termina entendendo que aquele não é mais Brandon Stark, mas o Corvo de Três Olhos.

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Game Of Thrones

Ela afirma que Bran tinha morrido naquela caverna e sai dizendo que quer estar com seus parentes quando o exército do outro lado da Muralha vier.

Arya (Maisie Williams), montada em seu cavalo, vê o Castelo de Winterfell do alto de uma colina e segue em frente. Chegando na porta, ela é barrada por dois guardas que duvidam que ela seja quem afirma ser e dizem que Arya Stark estava morta. Isso remete ao tempo em que ela sempre era barrada nos lugares por estar suja, vindo de alguma aventura, e nunca achavam que ela era nobre devido a sua figura, que mais parecia a de um moleque.

É então informada pelos guardas que o castelo era comandado pela lady de Winterfell e que Jon Snow, por quem tem muito apreço, estava longe.

Arya observa Winterfell com nostalgia quando finalmente os guardas a deixam entrar e esperar. Nesse ponto, a trilha sonora remete aos tempos antigos e os fãs finalmente sentem a nostalgia, enquanto ela observa a bandeira Stark envelhecida tremulando ao vento.

Os guardas comunicam a Lady Stark (Sophie Turner) da chegada de uma "garota da vila" se passando por Arya. Eles mencionam que a garota tinha falado sobre Sor Rodrik (Ron Donachie) e Meistre Luwin (Donald Sumpter), e Sansa então sabe que se trata da verdadeira Arya e que ela não tinha morrido. Arya já não estava mais no lugar em que a haviam deixado, mas Sansa já sabia onde ela estava.

Para quem não lembra, Sor Rodrick era o antigo Mestre de Armas de Winterfell, leal à Casa Stark, e que acabou sendo assassinado por Theon Greyjoy, que não conseguiu matá-lo com um só golpe como Ned Stark fazia aos traidores com a frase "O homem que faz a sentença deve brandir a espada".

Já Meistre Luwin era o mestre de Wintefell no início da série e atualmente está morto, sendo que tinha se tornado o tutor de Brandon e Rickon, os mais jovens Starks.

Nas criptas, Sansa e Arya finalmente se reencontram com um abraço. Ambas possuem muitas histórias para contar e concordam que não foram trajetórias agradáveis. Ambas lamentam não terem sido responsáveis pela morte do Rei Joffrey, que fora o responsável pela morte de Eddard Stark. Arya cita a sua lista e Sansa sorri, achando que ela não falava sério. Então olham para a estátua de Ned e reclamam de não ser muito parecida.

Saindo das criptas de Winterfell, Arya reencontra Bran e o abraça, mas ele permanece distante e fala que viu Arya em um lugar que ele não teria como saber, assim como fez com Mindinho. Sansa diz que ele tinha visões e ele menciona a lista de Arya, que recebe dele a adaga de Aço Valiriano como um presente.

A próxima sequência ocorre em Pedra do Dragão, começando com Daenerys (Emilia Clarke) demonstrando interesse no que Missandei (Nathalie Emmanuel) deixa subentendido com relação a Verme Cinzento, comandante dos Imaculados.

Jon Snow (Kit Harington) chama Daenerys para ver o verdadeiro Sítio Arqueológico feito pelos Filhos da Floresta escondido nas montanhas de Pedra do Dragão, onde está o Vidro de Dragão que Jon quer extrair. Ao longo da cena parece haver interesse amoroso entre ambos, um certo "clima". Para quem não lembra da revelação, Jon é filho de Rhaegar Targaryen com Lianna Stark, irmã de Ned Stark, e isso o torna sobrinho de Daenerys e faz deles os últimos Targaryen vivos. Apesar de ser sobrinho de Ned, foi criado como filho bastardo para protegê-lo. Durante a visita, Jon afirma que não possui força suficiente para combater os inimigos, que consistem no Rei da Noite sendo o líder de um exército de zumbis, cuja única arma efetiva é o vidro de dragão.

Segundo o Rei do Norte não haveriam Starks, Lannisters ou Targaryen, todos teriam que se unir para sobreviver. Daenerys concorda em ajudar, mas afirma que ele deveria dobrar o joelho. Saindo da caverna, Tyrion (Peter Dinklage) e Varys dão a notícia de que haviam tomado Rochedo Casterly, castelo dos Lannisters, mas perdido Jardim de Cima, muito mais relevante. Daenerys se enfurece com os planos e maquinações de Tyrion, e inclusive pergunta a Jon o que deveria fazer. Ele tenta fugir mas diz que ela deve ser diferente dos outros e não deve queimar castelos ou cidades.

Arya aparece no treinamento de Podrick Payne (Daniel Portman) com Brienne de Tarth (Gwendoline Christie) e diz que ela gostaria de treinar com ela. Brienne diz que Agulha é uma espada bonita, mas inadequada para o duelo. Mas Arya mostra que está à altura de Brienne no manejo da lâmina e, da sacada do castelo, Mindinho e Sansa se distraem da discussão que estavam tendo para observar a luta impressionante, que mostra o quanto Arya evoluiu ao longo dos anos.

Em seguida, Jon Snow e seu conselheiro, o Cavaleiro das Cebolas, Davos Seaworth (Liam Cunningham), conversam sobre quão poucos homens eles comandam no Norte e chegam à conclusão que são menos de dez mil. Encontram-se com Missandei, que afirma que não conhecia o conceito de "bastardo", e Davos permanece desconfiado com relação a ela.

Em meio a essa conversa nas escadarias, eles veem um navio Greyjoy chegando pela costa e tal é a surpresa de Theon, que afirma que sua irmã foi capturada por Euron quando vê Jon Snow. Apesar de não ter de fato matado Bran e Rickon, Theon afirmou que tinha feito isso nos acontecimentos que terminaram por resultar na Queda de Winterfell.

A vontade de Jon era de esmurrar Theon, mas lembrou-se que ele ajudara Sansa a fugir de Ramsay Bolton, que havia torturado Theon. Theon tinha ido pedir ajuda a Daenerys, mas ela já não estava lá. A questão que fica no ar é "Onde ela foi, então?".

A sequência seguinte ocorre novamente nos despojos da guerra, onde Jaime e Bronn conversam com os Tarly, Randyll (James Faulkner) e seu herdeiro o guerreiro Dickon (Tom Hopper). Os Tarly eram juramentados aos Tyrell, mas tiveram de escolher entre Cersei, representando a Coroa, e os Tyrell. Optaram por trair os Tyrell e apoiar os Lannisters, o que resultou na queda de Jardim de Cima e na suposta morte de Olenna Tyrell, que tomou um vinho envenenado por Jaime. Jaime questiona Dickon sobre o que ele havia sentido devido à traição, e pareceu surgir um indício de amizade entre os dois, ambos guerreiros muito valorosos.

A conversa é interrompida pelo som de uma tropa se aproximando e Jaime posiciona seu exército às pressas no que parece ser um ataque surpresa. Ao longe se aproxima o exército dothraki, muito maior em número do que a tropa Lannister. Bronn aconselha Jaime a ir embora, mas ele afirma que poderiam vencer.

Em resposta a essa afirmação, surge no horizonte Drogon, e em cima dele Daenerys Targaryen, que diz a famosa palavra "Dracarys", e a partir daí se tem a noção de quão destrutivo um dragão pode ser quando usado em batalha. Principalmente se aliado ao dragão existe uma tropa Dothraki, a mistura de hunos com vikings.

A sequência da batalha supera 10 minutos

Jaime parece em choque quanto ao que deveria fazer e vê a parede de escudos de sua tropa ser atropelada pelos dothraki em uma luta desigual, enquanto observa Drogon reduzir as carruagens com alimentos que estavam protegendo a cinzas. Então decide chamar os arqueiros para confrontar o dragão quando o mesmo viesse dar seu próximo voo rasante. O dragão se desvia e as flechas resvalam em seu peito inofensivamente.

Vendo ainda o dragão a destruir as carruagens que restam, Jaime pede a Bronn que use o escorpião desenvolvido por Qyburn, o necromante a serviço de Cersei, justamente para a finalidade de matar dragões. Nesse ponto, a luta já havia chegado em Jaime, que faz o possível para lutar com a mão esquerda. Termina sendo salvo por Dickon Tarly.

Na caminhada de Bronn até encontrar a carroça com a arma antidragão, ele é perseguido por um dothraki que o derruba de seu cavalo, fazendo o mercenário perder sua bolsa de moedas e ir a pé, passando por pessoas em chamas sendo pisoteadas em completo caos, enquanto Drogon passa despejando fogo no campo de batalha.

Bronn finalmente descobre o Escorpião e mata o dothraki com o primeiro tiro de flechas gigantescas, com mais de dois metros. Então Tyrion aparece no alto de uma colina assistindo a batalha e pela primeira vez parece dividido, pois em batalha está Jaime Lannister, e isso parece entristecê-lo.

Jaime observa o campo de batalha com olhar desesperado e grita para os soldados se protegerem ao ver o dragão se aproximando, mas eles são literalmente reduzidos a cinza e desmancham ao vento. E o coração de Jaime se inflama de ira.

Bronn finalmente tem o dragão na mira. Ao primeiro disparo, apesar de errar, Daenerys e Tyrion percebem que o dragão está realmente correndo risco de vida e a tensão aumenta. A Mãe dos Dragões não consegue ver de onde veio o tiro e é difícil localizar o Escorpião em meio a tanta fumaça. Mas ela finalmente consegue vê-lo e avança em linha reta com o dragão e pronunciando "Dracarys", mas dessa vez Bronn consegue acertar o tiro e Drogon rodopia no ar.

Bronn sorri mas, antes de cair, o dragão se recupera da dor e não há mais tempo de colocar uma nova flecha. O mercenário pula da carruagem para salvar a vida e Drogon incinera o Escorpião enquanto pousa, e termina de destruir a arma com um golpe de sua cauda.

Daenerys desce do dragão para tentar retirar a flecha gigante que acabou ficando próxima da asa direita, mas isso a deixa vulnerável e quem está próximo a ela é Jaime, que pega uma lança e cavalga contra ela. Tyrion percebe suas intenções ao longe e torce para seu irmão fugir, mas Jaime nem pensa nisso quando avança.

Na última cena do episódio, Daenerys se vira e vê Jaime com a lança em riste avançando. Mas Drogon coloca a cabeça entre os dois e abre a boca para cuspir fogo. Jaime é surpreendido, mas alguém pula e o salva, e os dois caem no rio. O episódio termina com Jaime afundando lentamente na água.

O preview do episódio 5 mostra Daenerys falando aos sobreviventes que não tinha vindo para matar, mas deveriam se ajoelhar, do contrário morreriam. Em seguida, aparecem Varys e Tyrion aparentemente preocupados com Daenerys, afinal o pai dela foi conhecido como Aerys, o Rei Louco. Então surge Drogon rugindo ameaçador de frente a Jon Snow, e os fãs especulam se por ser um Targaryen ele teria algum tipo de interação especial com os dragões. Cersei aparece conversando com Qyburn sobre se defender e Jon fala em frente da mesa de Pedra do Dragão sobre o Rei da Noite. Paralelo a isso, Brandon Stark está vendo o exército de mortos-vivos se aproximando de Atalaialeste do Mar, um dos castelos da Muralha

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