A atriz e cantora Rogéria faleceu na noite desta segunda-feira (4), aos 74 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada Hospital da Unimed-Rio, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com infecção urinária. O empresário dela ainda não divulgou mais informações sobre a morte.

Rogéria fez sua última aparição pública na Parada Gay de São Paulo, junto com a amiga Leandra Leal, diretora do filme "Divinas Divas".

A atriz foi procurada pela revista Marie Claire e disse estar muito abalada com a perda.

"Minha amiga Rogéria foi uma pioneira no mundo das artes dramáticas, o que menos importava em Rogéria era o fato de ela ser travesti, era muito fácil trabalhar com ela, uma artista sensacional. Era só acender os refletores que ela brilhava. Rogéria dizia ser a travesti da família brasileira, porque a família brasileira enchia os seus shows. Era maravilhosa", lamentou o cartunista Chico Caruso.

Carreira da artista

Rogéria, antes de ser famosa, trabalhou como maquiadora da antiga TV Rio. Durante uma maquiagem e outra, Rogéria esbanjava talento e foi incentivada pelos amigos famosos a ingressar no mundo das artes cênicas. Sua estreia como atriz foi no teatro da Galeria Alaska, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Astolfo Barroso Pinto era o nome de batismo e que Rogéria nunca fez questão de esconder.

Em todas as suas entrevistas ela costumava dizer que tinha "pinto" até no nome. O nome Rogéria surgiu durante um concurso de Carnaval, onde ela se apresentou como Rogério, mas, quando o show terminou, a plateia aplaudiu de pé gritando "Rogéria", que ela adotou como nome artístico e pessoal.

A artista foi vedete de Carlos Macho por três anos e fez muito sucesso. Quando o contrato terminou, ela resolveu fazer uma carreira internacional viajando para a França, onde virou estrela da boate Carrousel nos ando de 1971 a 1973.

Rogéria foi estrela de vários musicais no Brasil e no ano de 1979 ganhou o Prêmio Mambembe de Atriz Revelação por sua atuação na peça "O Desembestado". Ela estrelou vários filmes e fez muitas participações em programas e novelas da Rede Globo.

A estrela Rogéria ultrapassou o lado sombrio da vida de uma travesti que nasceu e viveu sobre um regime da ditadura militar. Com muito talento, energia, caráter e carisma, ela venceu todos os preconceitos e nunca foi julgada pela sua sexualidade.

Sempre foi vista como uma grande estrela, que podia atuar, cantar e encantar a todos que assistiam aos seus espetáculos.

"O Brasil hoje perdeu uma grande diva do teatro, uma pessoa fascinante, educada e talentosa, uma grande mulher e uma ótima amiga", disse a atriz e diretora do filme “Divinas Divas”, Leandra Leal.

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