Rogéria foi uma figura clássica dentro do entretenimento nacional, pois rompeu as fronteiras de guetos para atores em sua escolha de transformista, e saiu para atuar no teatro, TV e o cinema. Na noite desta segunda-feira (5), esse brilho se apagou. Ela morreu de infecção generalizada aos 74 anos de vida. a artista estava internada desde o dia 8 de agosto no Unimed-Rio, no Rio de Janeiro, devido a uma infecção urinaria.

A morte, segundo o hospital, foi devido a um choque séptico que agravou o seu quadro. Desde julho a atriz estava debilitada, chegando a ser internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por causa da infecção urinaria.

Ela nasce no dia 25 de maio de 1943, no Cantagalo, no Estado do Rio de Janeiro, sendo Astolfo Barroso Pinto. Só passaria a assumir a outra identidade (Rogéria), quando houve um concurso de fantasia no Carnaval de 1964, o qual ganhou.

Todo o público começou a aclamar o nome Rogéria, pois, quando era maquiador, na época, tinha o nome de Rogério. Mesmo com tudo isso, antes mesmo de assumir Rogéria em definitivo, recebeu, quando trabalha na TV Rio, um conselho da atriz Fernanda Montenegro, dizendo que, se tem talento, isso é independente do sexo,.

Rogéria sempre foi uma figura clássica dentro do showbiz nacional. Sempre com pulso forte, conseguiu romper os guetos que eram destinados o que era chamado de atores transformistas.

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LGBT Carnaval

Ela brilhou em todos os canais de mídia, no cinema, na TV e no teatro. Sempre tinha um bom humor e dizia que era a travesti da família brasileira.

Rogéria começou a frequentar programas da cantora Emilinha Borba na Rádio Nacional, que foi muito uma referência artística para a atriz. Aproveitou o aparecimento de travestis vedetes. No regime militar, se destacou nas conhecidas boates e também, aparições significativas e, porque não, lendárias no chamado Teatro Rival.

Assim, atuou no espetáculo “Les Girls”, que foi o primeiro espetáculo transexual no país.

Depois de trabalhar como maquiadora, que foi para atriz uma grande escola de atuação tanto de atores como de diretores, assumiu seu lugar nas atuações dramáticas. Rogéria ganhou o troféu Mambembe (1979) por atuar em uma peça com Grande Otelo. Ainda participou em programas de TV, onde mostrou para um público maior como era realmente o mundo do transformismo.

Teve participação como jurada em programas como do apresentador Chacrinha, quando o transformismo era uma novidade, sendo que a novidade foi muito bem aceita.

Rogéria quebrou o preconceito com seu talento e com seu carisma, em uma dada época que o gênero masculino só virava gênero feminino nas festas de Carnaval. Mesmo assim, no regime militar, ela não foi presa e nem exilada do país por ser o que era.

Nunca quis operar para mudar o sexo e nunca injetou nenhum silicone para mudar o corpo. Ainda nunca se preocupou com discussões como a representação LGBT. Tinha a fama de sair ao lado, de braços dados, com amigos considerados homofóbicos.

Rogéria será velada no Teatro João Caetano, que fica no Centro do Rio. Os horários variam, como das 11 às treze horas para amigos e também parentes. Das 13 horas até as 18 horas, para fãs.

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