O estudante de 14 anos que matou dois colegas de classe e atirou em outros quatro alunos da mesma sala, em um colégio particular de Goiânia, capital de Goiás, no Centro-Oeste brasileiro, ainda aguarda uma decisão judicial para ser transferido. A audiência sobre o destino do adolescente – que é filho de um oficial da Policia Militar e tinha um irmão menor matriculado no mesmo colégio da tragédia – estava marcada para esta segunda-feira, dia 23, contudo, acabou cancelada, conforme informou o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Os disparos foram cometidos pelo estudante na sexta-feira da semana passada, dia 20, em um colégio particular de classe média. O jovem utilizou uma pistola automática de uso da força policial, de propriedade de sua mãe. Assim como o pai do garoto, a mãe é militar. Através de nota oficial, a assessoria de imprensa do TJ-GO comunicou que o Juizado da Infância de Goiânia, que está com a custódia do menor, ainda não agendou a data de audiência e, em virtude de razões legais, não fornecerá mais detalhes sobre o caso.

Esta limitação na quantidade de informações sobre a tragédia ocorre em razão de o caso estar sob segredo de Justiça.

Enquanto a audiência não é marcada, o adolescente de 14 anos permanecerá isolado em uma cela da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais. O estudante está em internação provisória por 45 dias. O isolamento se deve pelo fato do menino ser filho de policiais militares. Sobre a motivação dos crimes, o estudante revelou que premeditou com base no que ocorreu nos Estados Unidos, em 1999, em Columbine, no Colorado, e no incidente ocorrido no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, no ano de 2011.

Contido por uma coordenadora do colégio, o adolescente teria pedido a presença do pai e lamentado o que havia acabado de fazer. Tudo indica que os assassinatos ocorreram como forma do Jovem se contrapor ao bullying – vinha sendo chamado de ‘fedorento’ pelos demais colegas. Contudo, esta versão da motivação está sendo contestada pelos pais de uma das vítimas fatais, o aluno João Pedro Calembo, 14 anos.

Instituições educacionais no Brasil sofrem com esse tipo de violência. Essa é a segunda tragédia em um curto espaço de tempo. Anteriormente, crianças de uma creche em Minas Gerais morreram queimadas após um incêndio causado de forma planejada pelo vigilante da escol. O incêndio matou oito crianças e deixou mais de 40 pessoas feridas.

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