Na última quarta-feira, o ator Diogo Cintra foi brutalmente espancado por marginais na cidade de São Paulo. Segundo informações coletadas, o ator, que é negro, estava fugindo de bandidos que tentaram assaltar o mesmo durante a madrugada da quarta-feira. O ator revela que começou a correr e chegou em um terminal de ônibus, onde pensava que iria conseguir ajuda, mas o pior aconteceu e Diogo foi espancado após pedir ajudar aos seguranças do local. Os seguranças pensaram que ele era um marginal. O ator disse que os seguranças pensaram isso por ele ser negro.

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O ocorrido

Segundo Diogo, ele voltava para casa por volta das cinco da manhã, após se divertir em uma balada na capital paulista. Quando andava pela rua, o jovem ator percebeu que estava sendo seguido e que iria ser assaltado, e foi o que aconteceu. Diogo, durante o assalto, reagiu de forma violenta e, ao conseguir escapar, correu em direção ao terminal de ônibus Dom Pedro II, onde ele achou que iria encontrar ajuda necessária.

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Ao chegar no local, ele pediu ajuda para uma segurança feminina que, de forma pouco resolutiva, pediu para que o mesmo pedisse ajuda para um segurança homem.

Diogo revela que nesse momento os bandidos que o abordaram na parte externa do terminal chegaram com um número maior de pessoas e trataram logo de acusá-lo, dizendo que o ator havia roubado um celular de um dos bandidos, invertendo assim os papéis do ocorrido.

Sem titubear, os seguranças tomaram por verdade que o ator era o bandido e entregaram o rapaz para os bandidos. Diogo revela ainda que os seguranças perguntaram aos bandidos o que os mesmos iriam fazer com ele e um dos marginais disse que iria levar o mesmo "para o rio", fazendo uma alusão que iriam matar o rapaz e após jogar o corpo do mesmo em um rio.

Diogo disse que os seguranças tomaram essa atitude por ele ser negro.

O ator disse que o racismo mata todos os dias e esse foi mais um episódio triste dessa verdade.

Diogo Cintra só conseguiu escapar das agressões e inclusive de cães do grupo que o atacaram, após uma menina que acompanhava os marginais pedir para que os mesmos parassem com a agressão. Foi nesse momento que Cintra conseguiu fugir. Ele ainda voltou para o terminal de ônibus Dom Pedro II, onde pegou um ônibus e foi para a casa de um amigo que o levou para uma unidade hospitalar onde ele foi atendido e após exames e avaliação médica recebeu alta.

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Cintra passa bem.

A SPTrans disse que está colaborando com as investigações e que repudia qualquer ato de agressão nos terminais.

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