Escândalo vazado nessa última quarta-feira, 8, envolvendo um dos seus principais jornalistas, William Waack, traz para a Rede Globo de Televisão a questão do racismo envolvendo os seus funcionários – de maioria brancos - e uma novela que detona uma empregada negra, originária de um quilombo. No folhetim, Walcyr Carrasco trata o racismo envolvendo uma patroa de classe média alta interpretada por Eliane Giardini (Nádia) e uma empregada doméstica que tem a interpretação de Érika Januza (Raquel).

Desde o início da novela, a moça de pele escura sofre nas mãos da patroa, que não tem dó e nem piedade em rebaixá-la cada vez mais, somente por causa da cor da pele.

“O Outro Lado da Vida”, além da questão da empregada, também mostra o relacionamento entre uma pessoa negra e outra branca. Nesse contexto, Walcyr Carrasco escreve que o filho de Nádia passou a apresentar comportamentos estranhos com relação à empregada da casa.

O fato é que a filha de Raquel acabou se envolvendo e se apaixonando pelo filho da sua patroa, Bruno, interpretado por Caio Paduan, que é branco.

Nessa última quarta-feira, mesmo dia do escândalo envolvendo William Waack, a novela mostrou uma frase para lá de racista. A ‘patroa’, ao descobrir que o filho estava se relacionando com a filha da empregada, negra, soltou: “Já pensou eu ter um neto preto? Troco no berçário!”, detonou a personagem da novela global.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Televisão

Globo já foi acusada, por muitas vezes, de promover racismo

A emissora do grupo Marinho já foi falada por diversas vezes na mídia por sempre dar prioridade a funcionários brancos. De acordo com informações, a maioria dos negros que estão cumprindo alguma função na emissora, que são poucos, geralmente vão para lá interpretar papéis de criminosos ou empregadas. O aumento de afrodescendentes na teledramaturgia da emissora já pode ser percebido, no entanto, geralmente essas pessoas ganham papéis de personagens marginalizados na sociedade.

Já quando o assunto envolve funcionários negros da Globo que estão em lugares um pouco mais notáveis, pode-se citar poucos destaques de celebridades negras, como, por exemplo: Maria Júlia Coutinho – que já foi alvo de racismo por alguns seguidores do Jornal Nacional, Gloria Maria e Heraldo Pereira, que eventualmente apresenta o JN e, também, faz comentários no Jornal da Globo, apresentado desde 2005 por William Waack, que, nesse momento, já está afastado e não tem certeza sobre o seu futuro no jornalismo.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo