Nesta segunda-feira (20), a televisão brasileira perdeu um dos seus principais nomes. Morreu no Rio de Janeiro o diretor Luís Gonzaga Blota. Ele era um dos principais nomes da Rede Globo e, ao longo da carreira, assinou mais de 40 trabalhos. Ao todo, foram mais de trinta anos de carreira, que acabou marcada pela qualidade e garra. Ele pôde dirigir, por exemplo, nomes como da atriz Malu Mader, que foi coordenada por Gonzaga Blota em 'Fera Radical'. Blota também foi responsável por grandes sucessos da dramaturgia brasileira, como 'Roque Santeiro' e a 'Muralha'.

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Seu trabalho acabou inspirando outros diretores jovens a fazerem o mesmo.

Morre o diretor de novelas Luís Gonzaga Blota, responsável por novelas como 'Roque Santeiro'

O ator completaria 90 anos esse ano, mas sua morte foi dada com grande surpresa a todos. Isso porque mesmo sendo um grande nome da história da televisão, não havia sequer notícias dizendo que o diretor estaria ou não doente. Durante sua carreira, o diretor passou pelos maiores canais do país, como TV Excelsior, TV Tupi e TV Globo.

A qualidade do seu trabalho sempre foi uma marca importante na dramaturgia brasileira. Desde 1974, no entanto, Blota era apenas da Globo. Nos últimos 40 anos, a história dele e da emissora se confundiram. Novelas como 'Dancin Days', 'O Astro' e 'Pai Herói' também foram assinadas por ele.

Diretor famoso da Globo morre e mesmo com mais de 40 novelas na carreira passa quase esquecido

Outros trabalhos também passaram pelas mãos do diretor, como o 'Mapa da Mina' e o 'Fim do Mundo'. Mesmo tendo mais de 40 novelas no currículo, poucos veículos noticiaram o falecimento do artista.

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Isso pegou de surpresa muita gente, que não entendeu porque isso quase não se comentou na mídia. Como um das curiosidades sobre a vida do diretor, a mulher dele, Cleyde, constantemente, fazia parte de suas tramas como figurante.

Relembre mais um poucos sobre a vida e carreira de Gonzaga Blota, que se despede sendo um dos grandes gênios da televisão

Filho de imigrantes italianos, Gonzaga Blota afirmou, para a edição de novembro de 1981 da revista Amiga, que tinha gênio de “caboclo calabrês”: “Sou capaz de engolir elefantes, mas engasgo com mosquitos“.

O UOL, que repercutiu a morte do diretor nesta terça-feira (21), não deu detalhes sobre a despedida do diretor ou o que teria levado a sua morte. O enterro do artista também não foi detalhado pelo portal de notícias.