Recentemente, a nova série ‘Dark’ teve sua estreia no catálogo da gigante do streaming Netflix. Segundo seus criadores, a série de origem alemã é tão sombria quanto indica o título.

A série chamou muito a atenção da crítica, principalmente internacional, que a classificou como a “recente e mais sombria Stranger Things”.

A trama conta a história de quatro famílias que residem em Winden, uma cidade pacata no interior da Alemanha. Elas enfrentam o desaparecimento de duas crianças, que simplesmente desaparecem sem deixar nenhum rastro.

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O mistério acaba afetando algumas relações e desenterrando uma ocorrência sobrenatural de mais de 30 anos atrás.

No centro da narrativa, se encontra Jonas Kahnwald (Louis Hofmann), um jovem que começa a entender melhor o que está ocorrendo em Winden e acaba descobrindo uma trama bem complexa que envolve viagens no tempo. Conforme a sequência dos episódios, as partes do quebra-cabeça vão se encaixando e outros problemas vão surgindo, fazendo com que o público não abandone a série.

Dark tem alguns pontos semelhantes à famosa série ‘Stranger Things’, como por exemplo, o modo como o garoto Erik desaparece, o grupo formado de adolescentes, e crianças, andando de bicicleta e principalmente uma conspiração do governo que ocorre perto da cidade.

No entanto, a nova série Dark é considerada um pouco mais adulta e ao decorrer da trama ela apresenta uma forma totalmente autônoma e única.

“A nossa criação tinha que ser tão obscura quanto indica o nome. O conceito é revelar o lado obscuro da lua. Creio que temos que estar conscientes de que acontecimentos ruins podem ocorrer”, conta um dos criadores Baran bo Odar, em entrevista ao Omelete.

Tanto Jantje Friese, criadora e roteirista da série, quanto Baran bo Odar, são imensamente gratos pela oportunidade de mostrar uma história tão recheada de mistério para a Netflix.

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“A grande do streaming Netflix nos concedeu a autonomia para refletir no quão sombria poderia ser Dark e quais tipos de cenas poderíamos passar".

À medida que Dark continua, a série vai se tornando cada mais cheia de informações, percorrendo o passado, presente e futuro em um enredo que nos faz questionar o modo como é entendido o tempo. Tudo evidenciado pelos sofrimentos do elenco principal.

"Houve diversos desafios no que se refere a como iríamos construir a história e se nosso público conseguiria compreendê-la desde o início. Porém, nos mantivemos concentrados em qual história queríamos relatar. Se alguém não conseguir se unir por achar o enredo complexo demais, não encontramos problema. Porque, no fim, é uma história que nós adoramos contar", revela o criador e diretor dos 10 episódios da primeira temporada, bo Odar.