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Apesar de o conteúdo da Netflix ser dominado predominantemente por conteúdo falado na língua inglesa, o serviço de streaming tem várias produções oriundas em diferentes partes do mundo. No mundo das séries, o Brasil tem como representante a irregular ‘3%’. Mas não é sobre esta série brasileira que este artigo irá falar.

A série analisada aqui será ‘Dark’, produção alemã na qual, assim como outra série da Netflix, há crianças, adolescentes e elementos fantásticos, e ainda tem boa parte de sua trama passada nos anos 1980.

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A comparação com 'Stranger Things' é praticamente inevitável, mas diferentemente da série dos The Duffer Brothers, 'Dark' não fascina tanto o expectador com a já desgastada fórmula de fazer menção à década de 1980. Os elementos da década nesta primeira temporada da série são desconhecidos do público brazuca, já que na maioria esmagadora das vezes são utilizados elementos da cultura pop alemã.

Para ser justo com a série, na verdade ela é ambientada em épocas distintas, a trama alterna entre fatos ocorridos nos anos de 2019, 1986, 1953.

A trama inicia em 2019 e acompanha a vida dos habitantes da pequena cidade de Winden em que acontecimentos estranhos começam a ocorrer. Mikkel, um garoto de apenas 10 anos, desaparece misteriosamente. Nas buscas pelo garoto, a polícia encontra o corpo de outra criança, que estranhamente está vestido com roupas que remetem aos anos 1980, e que tem queimaduras nos olhos.

A série alemã – que diferentemente da série da garotinha que sangra pelo nariz ao usar seus poderes – não é centrada em um grupo de pré-adolescentes.

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Ao que parece, a obra parece querer focar mais na relação entre os (muitos) personagens do que ter um único protagonista, ou querer fazer com que o expectador se apaixone por um grupo de pré-adolescentes fofos.

A fofura parece ser um item em falta em Winden. Nesta pequena cidade, quase todos os personagens têm algum segredo sujo para esconder.

Dark faz jus ao título, com seu ambiente sombrio. O drama e a tensão estão presentes em quase todos os momentos da série, com uma trilha sonora tensa ao extremo e usada com exagero, qualquer porta que se abre é acompanhada de uma trilha sonora que dá um clima de cena do chuveiro em Psicose.

Isso acaba fazendo com que não se atinja o efeito desejado, tamanha é repetição deste recurso.

A série carece de uma fotografia mais ousada, com exceção de um plano sequencial utilizado no primeiro episódio, o que acaba sendo muito pouco para uma produção que parece querer ser levada muito a sério.